Vacina da Johnson & Johnson apresenta eficácia de 66% contra casos graves da Covid-19

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A farmacêutica Janssen, do grupo Johnson & Johnson, divulgou os resultados de um ensaio clínico de vacina contra a Covid-19. O estudo, publicado nesta quarta-feira (21), na revista científica New England Journal of Medicine, comprovou a eficácia de 66% da vacina na prevenção de casos moderados e graves de Covid-19, 28 dias após a aplicação do imunizante. 

A vacina Johnson, atualmente, é o único imunizante administrado com apenas uma dose. De acordo com os pesquisadores do estudo, “o esquema de dose única e as condições favoráveis ​​de armazenamento da vacina oferecem grandes vantagens em sua implantação e efeito em todo o mundo”.

Ensaio clínico

O ensaio clínico de Fase 3, que teve resultados preliminares divulgados em janeiro, foi realizado com 44.325 participantes submetidos à randomização. Desse total, 43.783 receberam o imunizante ou placebo. Segundo o estudo, a população por protocolo incluiu 39.321 participantes negativos para o novo coronavírus, dos quais 19.630 receberam a vacina e 19.691 receberam placebo .

Os testes foram realizados em participantes na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e Estados Unidos.

A proteção da vacina contra o SARS-CoV-2 para todos os casos foi bem sucedida já nos 14 dias após a aplicação. Levando em consideração apenas os casos críticos-graves, a eficácia da vacina após 14 dias da aplicação foi de 77%, aumentando para 85% em 28 dias após a aplicação do imunizante.  

Na prevenção de Covid-19 de casos moderados a grave, a eficácia foi de 67% com início de pelo menos 14 dias após a aplicação da dose e 66% passados 28 dias.

Nenhuma hospitalização foi registrada no grupo que recebeu o imunizante e 16 voluntários do grupo que recebeu o placebo foram hospitalizados. A eficácia da vacina para casos de hospitalização foi de 93% nos 14 primeiros dias após a administração, passando para 100% em 28 dias após a imunização.  

A eficácia da vacina contra os casos sintomáticos foi semelhante entre os participantes mais jovens e com 60 anos ou mais,  inclusive entre os que possuem doenças coexistentes ou não. Em geral, os resultados apresentados no estudo clínico indicam que a proteção da vacina é consistente. Nenhuma morte relacionada à Covid-19 foi registrada. 

Acordo com o Brasil

Em março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial da vacina contra a Covid-19 da Janssen. O  governo federal fechou acordo com a farmacêutica e comprou 38 milhões de doses do imunizante, com entrega prevista ao Ministério da Saúde entre agosto e novembro deste ano. 


Foto: Gustavo Fring/Pexels


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