Dia Mundial da Malária: mais de 3 bilhões de pessoas correm risco de contrair a doença

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Close-up of a mosquito on human skin

A malária é uma doença infecciosa, causada pelo protozoário parasita do gênero Plasmodium. Existem cinco espécies de Plasmodium que podem causar malária em humanos, sendo duas delas mais recorrentes no Brasil: o Plasmodium vivax e o Plasmodium malariae

O mecanismo de transmissão da doença ocorre através da picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, principal vetor de transmissão da malária.  O mosquito vetor costuma picar as pessoas ao entardecer ou à noite. 

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a malária é considerada um grave problema de saúde pública mundial, sendo uma das doenças de maior impacto na morbidade e na mortalidade da população dos países localizados nas regiões tropicais e subtropicais do mundo.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estima que cerca de 3,2 bilhões de pessoas correm risco de contraírem a doença, o que representa quase metade da população mundial. Nas Américas, segundo a Opas, considera-se que aproximadamente 128 milhões de pessoas vivem em zonas endêmicas. Em 2017, estima-se que houve 219 milhões de casos de malária em 90 países e territórios, e as mortes por malária chegaram a 435 mil.

A malária é uma doença que está associada à pobreza. Em países de maior proporção com a população vivendo na pobreza, as taxas de mortalidade por malária costumam ser mais altas. Grande parte dos casos e mortes relacionadas à doença acontecem na África Subsaariana. No entanto, também estão em risco a Ásia, a América Latina e, em menor gravidade, o Oriente Médio. 

Ciclo de infecção 

O ciclo do Plasmodium  no organismo inicia durante a picada do mosquito, onde o parasita passa para a corrente sanguínea do indivíduo e inicia uma nova fase denominada de Esporozoíto. Nesta fase, as células do fígado são invadidas pelos esporozoítos que se multiplicam, dando origem à forma de Merozoítos. 

Os merozoítos rompem as células hepáticas, invadem os glóbulos vermelhos do sangue, se reproduzem, rompem as hemácias e passam a invadir outras, em um ciclo que se repete de 48 a 72 horas. O ciclo de vida do protozoário se repete a cada pessoa infectada picada pelo mosquito. 

Sintomas

A doença possui um período de incubação que varia de 7 a 28 dias. O surgimento dos sinais da doença depende de inúmeros fatores, como a taxa de multiplicação do Plasmodium no organismo e a espécie, além de fatores relacionados ao indivíduo, como o sistema imunológico. Os sintomas da malária surgem logo após o rompimento das hemácias. Os principais indicativos de que uma pessoa está infectada pela doença são:

  • Febre alta;
  • Calafrios e sudorese intensos;
  • Dor de cabeça forte;
  • Dor no corpo;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Cansaço;
  • Pele e olhos amarelados.

Diagnóstico e tratamento

Ao surgirem os primeiros sintomas – que podem ser facilmente confundidos com outras doenças, como a dengue – é recomendado procurar atendimento médico, sobretudo se a pessoa que apresentou os sintomas da malária visitou zonas de risco. O diagnóstico é feito através de exames de sangue, como o da gota espessa, que consiste em colher em uma lâmina uma amostra de sangue para ser analisada. Testes rápidos também podem ser solicitados pelo médico.  

O tratamento da malária varia de acordo com o grau da doença, da espécie do protozoário e condições físicas do paciente. Após a confirmação do diagnóstico, para tratar a malária são utilizados medicamentos específicos para combater o Plasmodium e impedir a transmissão do parasita.  Segundo o MS, o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves deverão ser hospitalizados de imediato.

A malária é uma doença que pode levar à morte. Por isso, é importante que o tratamento da doença inicie o mais rápido possível e seja realizado de forma adequada, sem interrupções. Não se automedique, procure sempre os profissionais de Saúde. Somente o auxílio de um médico será capaz de diagnosticar e tratar corretamente a doença.

Prevenção

Algumas medidas para evitar a infecção pela doença pode ser tomadas, como:

  • Use repelente e mosquiteiro, principalmente quando estiver visitando regiões endêmicas;
  • Use roupas claras, de preferência calças e blusas com mangas compridas;
  • Coloque telas de proteção em portas e janelas;
  • Evite áreas de risco;
  • Evite a exposição em águas paradas, como em lagos, lagoas e rios, no final da tarde e à noite.

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