Rússia produz primeiro lote de vacina contra covid-19 para animais

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A Rússia começou a produzir a primeira vacina mundial para animais contra a Covid-19, o anúncio foi realizado nesta sexta-feira, 30, pelo regulador agrícola do país. Denominada Carnivac-Cov, a vacina já conta com um lote 17 mil doses produzidas. Registrada em março, o imunizante passou por testes que apresentaram eficácia, gerando anticorpos contra o vírus em cães, gatos, raposas e visons.

Segundo a Agência Reuters, o primeiro lote do imunizante vai ser fornecido para várias regiões da Rússia, e outros países, como a Alemanha, Tailândia, Coreia do Sul e Argentina, já manifestaram interesse em comprar a Carnivac-Cov.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou preocupação com o risco de transmissão do vírus entre humanos e animais.  O regulador do país assegura que a vacina é capaz de proteger espécies vulneráveis e impedir mutações virais.

As autoridades russas ainda informaram que aproximadamente 20 organizações estão prontas para negociar o registro e fornecimento da vacina para seus países. O processo para registro da vacina no exterior, principalmente na União Europeia, está em preparação.

Anticorpos contra a novo coronavírus em animais

Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) em parceria com a Universidade Texas A&M identificou anticorpos contra o novo coronavírus em um gato e um cachorro de rua do Rio de Janeiro. A pesquisa indica que os animais foram expostos ao vírus, desenvolvendo resposta imune. O estudo foi publicado na revista científica Plos One.

Para chegar às conclusões do estudo, foram analisados 96 animais levados em duas clínicas veterinárias do Rio de Janeiro entre junho e agosto de 2020. Do total, 49 eram gatos e 47 eram cachorros que viviam em casas com e sem registros de casos de Covid-19 e animais de rua acolhidos por organizações não governamentais.

A identificação dos anticorpos do SARS-CoV-2 em um gato e um cachorro de rua ocorreu através de uma metodologia de ensaio sorológico altamente específica, conhecida como PRNT90. Segundo os pesquisadores, exames de PCR apontando a infecção em curso, também foram realizados. Nesses exames, os testes foram realizados em amostras de swab orofaríngeo e anal, e nenhum animal apresentou resultado positivo.

Casos de infecção em animais vêm sendo registrados em diferentes partes do mundo, sobretudo nos que vivem em lares com pessoas que já foram infectadas pelo novo coronavírus. Porém, registros em animais de rua e zoológicos também já foram detectados. De acordo com os pesquisadores do estudo, o resultado do novo trabalho reforça as evidências sobre a exposição de bichos ao novo coronavírus durante a pandemia.


Foto: Pexels


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