Covid-19: OMS autoriza uso emergencial da vacina Moderna

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, na última sexta-feira (30), o uso emergencial da vacina Moderna contra a Covid-19. O imunizante é o quinto a entrar para a listagem de aprovação da OMS, depois das vacinas Pfizer/BioNTech, duas versões da AstraZeneca, produzidas na Coreia do Sul e Índia, e Janssen/J&J.

O processo de autorização é um pré-requisito para o consórcio Covax Facility, que tem como objetivo combater a Covid-19 por meio do desenvolvimento e da produção rápida de imunizantes, além de garantir amplo acesso das vacinas de forma justa e igualitária para todos as nações. O Brasil é um dos países beneficiários do consórcio. 

A autorização da OMS é atribuída após uma avaliação da qualidade, segurança e eficácia das vacinas por meio da revisão realizada pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (SAGE) da OMS, que recomenda o uso da vacina em pessoas acima dos 18 anos.

Segundo a OMS, quando os desenvolvedores de vacinas fornecem todos os documentos exigidos em tempo hábil, o processo pode ser realizado rapidamente. Os dados enviados à OMS são reunidos por uma equipe de avaliação e reguladores do mundo todo, que analisam as informações e, quando necessário, realizam inspeções nas fábricas.

Nesta segunda-feira, 03, a farmacêutica americana Moderna anunciou que vai fornecer, até 2022, 500 milhões de doses ao consórcio Covax Facility. A entrega da primeira remessa, com 34 milhões de doses do imunizante, está prevista para ser realizada em outubro. O Brasil ainda não consta na lista de países contemplados.

Vacina Moderna

Em um estudo clínico de Fase 3, realizado com mais de 30 mil voluntários, a vacina apresentou eficácia de 90% contra a Covid-19 e 95% de eficácia contra as formas graves da doença. 

A tecnologia utilizada na vacina Moderna é a de mNRA ou RNA mensageiro. Uma tecnologia que faz com que as células saudáveis do organismo humano produzam a proteína Spike (S), específica do coronavírus, ajudando a invadir as células humanas. Desse modo, o sistema imune passa a produzir anticorpos, que podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da doença.

De acordo com a OMS, as doses podem ser armazenadas em refrigeradores a 2-8°C por até 30 dias antes da retirada da primeira dose.


Foto: AP/Charlie Riedel


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