Dia Mundial da Asma: 20 milhões de brasileiros vivem com a doença

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O Dia Mundial de Combate à Asma é celebrado anualmente na primeira terça-feira do mês de maio. A data, proposta pela Iniciativa Global Pela Asma (GINA), tem por objetivo disseminar informações sobre a doença, além de conscientizar a sociedade sobre o controle e prevenção da asma.

Uma doença comum, sobretudo entre as crianças, a asma brônquica ou bronquite asmática é uma condição respiratória crônica, que causa inflamação nas vias aéreas ou brônquios, caracterizada pela dificuldade na respiração.

No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 339 milhões de pessoas vivem com asma e 417.918 pessoas morreram em decorrência da doença. A maioria das mortes por asma ocorre em adultos mais velhos. 

No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), estima-se que existam cerca de 20 milhões de asmáticos. A asma é uma causa importante de faltas escolares e no trabalho.

No entanto, a SBPT destaca que com a melhor compreensão da doença por parte dos portadores e a distribuição de medicamentos para as pessoas com asma grave, é possível observar uma queda no número de internações e mortes por asma no país. O número de internações por asma no Brasil diminuiu 49% em uma década. Porém, a sociedade pondera: “a disponibilização de tratamento adequado aos asmáticos ainda é restrita em muitos estados do país, sendo que um percentual muito grande da nossa população encontra-se não tratada por completo”.

Sintomas que devem ser observados

Os sintomas da asma podem surgir de forma inesperada. Eles variam durante o dia, podendo piorar à noite ou durante a madrugada e com a prática de atividades físicas. Outras condições que afetam as vias respiratórias, como infecções virais, ácaros, pelos de animais de estimação, fumaça de cigarro e alergia a poeira ou pólen, também  podem desencadear crises asmáticas. 

Principais sintomas: 

  • Falta de ar ou dificuldade para respirar;
  • Sensação de aperto no peito ou peito pesado;
  • Chiado ou ruído no peito;
  • Tosse especialmente à noite.

Em bebês, uma crise de asma pode ser caracterizada com sinais como dedos e lábios roxos, respiração rápida, tosse constante e dificuldade para comer. Os pais também podem verificar se ao respirar o peito da criança apresenta chiados ou ruídos. Na presença destes sintomas, um médico pediatra deve ser consultado. 

Como diagnosticar e tratar a asma

O diagnóstico é realizado por um médico através da análise dos sintomas, auscultação pulmonar e exames para verificar a função pulmonar do paciente, como a espirometria e teste de broncoprovocação.

A asma não tem cura. O tratamento é realizado para controlar e melhorar os sintomas da doença, variando de pessoa para pessoa. Em geral, os asmáticos são tratados com medicações que controlam os sintomas, aliviam e evitam as crises de asma.

Segundo a SBPT, os medicamentos controladores reduzem a inflamação dos brônquios. Os mais utilizados são os corticoides inalados isolados ou em associação com uma droga broncodilatadora de ação prolongada. O uso correto das medicações diminui o risco de crises de asma, evita a perda futura da  capacidade respiratória ou até elimina a necessidade da medicação de alívio.

Para evitar as crises, é necessário que o asmático evite o contato com poeiras, fumaça de cigarro, mofo, pólens, pelos de animais, entre outros fatores que podem desencadear crises. Utilizar diariamente a medicação controladora e consultar regularmente o médico também são medidas necessárias de prevenção.

Asma e Covid-19

A SBPT recomenda que o tratamento da asma deve ser mantido durante a pandemia, considerando que as infecções pelo novo coronavírus são causas frequentes de crise de asma, além de recomendar também a vacinação do paciente contra a gripe e o pneumococo. 

Não é indicado o uso dos nebulizadores convencionais, uma vez que o equipamento gera micropartículas que podem transportar o vírus para os pulmões e se disseminar pelo ambiente.


Foto: Freepik.com


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