Alergia: conheça os diferentes tipos


A alergia é uma condição em que o sistema imunológico reage de forma anormal a substâncias ou agentes externos no organismo, seja pela via respiratória, pela via cutânea ou por ingestão. Essas substâncias são diversas e são chamadas de alérgenos. Milhares de pessoas em todo o mundo são acometidas por algum tipo de alergia. 

Geralmente, as alergias ocorrem em indivíduos predispostos geneticamente, podendo surgir em qualquer fase da vida. Entretanto, o surgimento dos sintomas vai depender da exposição da pessoa aos reagentes que desencadeiam a reação alérgica, também chamada de hipersensibilidade. Alguns exemplos de causadores comuns de alergia são:

  • Alimentos;
  • Medicamentos;
  • Produtos de beleza;
  • Pólens;
  • Ácaros;
  • Fungos
  • Pelos de animais;
  • Insetos.

A gravidade das alergias varia de pessoa para pessoa, podendo causar uma reação leve até uma anafilaxia ou choque anafilático, que é uma reação alérgica grave. A anafilaxia acomete todo o organismo, levando à dificuldade de respiração, perda de consciência e, se não for tratada imediatamente, pode levar à morte.

Saiba quais são os principais tipos de alergias:

Alergia respiratória

A alergia respiratória afeta as vias aéreas, sendo causada pelo contato com substâncias como pólen, pelos de animais, pó, fungos e até mesmo com mudanças de temperatura – principalmente no outono ou primavera. A condição causa quatro das principais doenças respiratórias: rinite, asma alérgica, bronquite e sinusite. 

A alergia respiratória se manifesta com espirros frequentes e coceira nos olhos. Outros sintomas mais característicos são:

  • Tosse;
  • Coriza;
  • Olhos vermelhos e lacrimejando;
  • Coceira no nariz;
  • Irritação na garganta;
  • Dor de cabeça.

O tratamento para alergia respiratória deve ser recomendado por um clínico geral ou alergologista, que irá identificar a causa e indicar o uso de medicamentos específicos para cada caso. É importante que o paciente evite locais que possam desencadear crises alérgicas, como locais com poeira, umidade e pouca ventilação, não dormir com animais de estimação e manter-se diariamente hidratado.

Alergia dermatológica

A alergia dermatológica é caracterizada por lesões inflamatórias na pele, que podem se manifestar no corpo inteiro ou isoladamente em determinadas regiões do corpo, como mãos, braços, pés, pernas, pescoço, costas, barriga e rosto. As principais alergias de pele são: dermatite atópica, dermatite de contato, urticária alérgica, angioedema e alergia a picadas de mosquitos e pulgas.

A reação alérgica pode ser desencadeada pelo uso de cosméticos, maquiagens, alimentos, medicamentos, produtos químicos, plantas, picadas de insetos, entre outras causas. Os sintomas podem surgir logo após o contato com a substância causadora.

Os sintomas mais comuns são:

  • Vermelhidão;
  • Coceira;
  • Descamação;
  • Erupções cutâneas;
  • Bolhas;
  • Inchaço alérgico.

Em casos graves, a alergia dermatológica pode causar falta de ar, e nessa ocasião o paciente deve procurar um pronto socorro o mais rápido possível ou chamar o SAMU.

O diagnóstico é feito por um dermatologista ou alergologista, que irá avaliar os sinais presentes na pele e a história clínica do paciente, para identificar a causa que provocou a alergia. Além do mais, o profissional poderá realizar testes de provocação e cutâneo, bem como exames específicos de sangue.

O tratamento indicado pelo médico vai depender da causa que originou o problema e da intensidade dos sintomas. Geralmente, são prescritos anti-histamínicos (antialérgicos), corticóides, pomadas, xaropes ou medicamentos que servem para aliviar os sintomas.

Alergia alimentar

A alergia alimentar ocorre pela ingestão de determinados alimentos ou bebidas em que um indivíduo é alérgico, como leite de vaca, ovos, soja, frutos do mar, trigo, amendoim e nozes. Os sintomas desse tipo de alergia se manifestam em diferentes partes do corpo. Os sistemas gastrointestinal e respiratório também podem ser afetados.

A alergia alimentar, na maioria dos casos, se apresenta de forma leve. Porém, há casos que podem provocar choque anafilático. Os sintomas mais comuns são:

  • Inchaço nos lábios, língua, orelhas ou olhos;
  • Erupções cutâneas;
  • Coceira e vermelhidão na pele;
  • Dor abdominal;
  • Gases em excesso;
  • Diarreia.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), os fatores que envolvem a alergia alimentar são a predisposição genética, substâncias de alguns alimentos e alterações no intestino. Estudos apontam que de 50% a 70% dos indivíduos com alergia alimentar possuem histórico familiar de alergia.

O diagnóstico é realizado por um alergologista, que irá analisar o estado clínico do paciente e solicitar exames específicos. Para casos leves, o tratamento dos sintomas  é realizado com medicamentos. Em casos mais graves, o paciente poderá receber uma injeção de adrenalina.

A Asbai recomenda que a pessoa com alergia alimentar verifique sempre os rótulos dos alimentos industrializados, buscando identificar nomes relacionados ao alimento que desencadeia alergia. 

Alergia medicamentosa

A alergia medicamentosa acontece quando o sistema imunológico interpreta determinado medicamento como prejudicial ao organismo, causando efeitos colaterais pouco comuns. Os medicamentos que mais causam alergias são os anti-inflamatórios e os antibióticos, no entanto, qualquer medicamento pode causar alergia, sobretudo as injeções intravenosas.

Os sintomas mais comuns de alergia a medicamentos são: vermelhidão e coceira na pele; febre; olhos vermelhos, inchados e lacrimejando. Em quadros de anafilaxia, a pessoa pode apresentar sintomas graves como:

  • Falta de ar;
  • Inchaço na garganta ou língua;
  • Tontura ou sensação de desmaio;
  • Confusão mental;
  • Náuseas;
  • Diarreia;
  • Aumento da frequência cardíaca.

É sempre indicado procurar um médico para ter um diagnóstico preciso da alergia. Normalmente, a alergia medicamentosa é diagnosticada por um clínico geral, que irá analisar o  histórico clínico do paciente e os sintomas apresentados. Exames específicos para identificar a alergia também podem ser requeridos pelo profissional.

O paciente deve estar atento quanto ao uso de medicamentos e, se possível, utilizar uma pulseira ou carregar consigo uma lista indicando o nome dos medicamentos que causam alergia. Além do mais, é imprescindível que médicos, enfermeiros e dentistas sejam informados sobre a alergia medicamentosa, assim evitando possíveis complicações.


Foto: Freepik.com


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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