Câncer de ovário é silencioso e o mais letal dos tumores ginecológicos

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O câncer de ovário é um tumor ginecológico que pode atingir um ou os dois ovários, sendo o mais difícil de ser diagnosticado por ser silencioso nas fases iniciais. O câncer de ovário, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero. 

É o mais letal entre os cânceres ginecológicos, visto que os sintomas costumam aparecer em estágios mais avançados. O Inca estima que houve 6.650 novos casos de câncer de ovário em 2020, com 4.123 óbitos. Por isso, as consultas ginecológicas devem ser realizadas com regularidade, para que qualquer anormalidade possa ser diagnosticada e tratada precocemente. 

Esse tipo de câncer pode acometer mulheres em qualquer fase da vida, no entanto, é mais comum em mulheres acima dos 50 anos. Além da idade, os fatores de risco aumentam principalmente quando há histórico familiar de cânceres de ovário, assim como questões hormonais, obesidade e fatores genéticos com mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que estão relacionados ao risco elevado de câncer de mama e de ovário.

Sintomas

Na maioria dos casos, o câncer de ovário não provoca sintomas específicos nos estágios iniciais. Os sintomas surgem à medida que o estágio da doença avança. Os sinais relacionados ao crescimento do tumor podem incluir dores constantes, pressão e inchaço no abdômen, pelve, costas ou pernas. Outros sintomas principais são:

  • Menstruação irregular;
  • Náuseas e vômitos;
  • Vontade de urinar com frequência; 
  • Sensação de falta de ar;
  • Gases, prisão de ventre ou diarreia; 
  • Cansaço constante; 
  • Perda de apetite e peso;
  • Sangramento fora do período menstrual. 

Ao apresentar os sintomas, um médico ginecologista deve ser consultado o quanto antes. A realização de exames é necessária para ajudar a identificar a causa dos sintomas, assim diagnosticando o quanto antes a doença ou descartando as suspeitas.

Diagnóstico precoce

Segundo o Inca, a detecção pode ser realizada através da investigação. O ginecologista poderá solicitar exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, para os casos de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença. Em pessoas sem sinais e pertencentes a grupos propensos a ter a doença, a detecção é feita através do exame de rastreamento.

O Inca aponta que não há evidências científicas de que o exame de rastreamento para essa neoplasia proporciona mais benefícios do que riscos e, por isso, até o momento, não é recomendado. Por outro lado, o diagnóstico precoce para o câncer de ovário só é possível em alguns casos, tendo em vista que a maioria apresenta sintomas nos estágios mais avançados. 

O instituto alerta que ao apresentar qualquer sintoma característico da doença, a investigação deve ser realizada, sobretudo quando os sintomas não melhoram em poucos dias.

Tratamento

Mulheres com câncer no ovário são submetidas a cirurgia e/ou quimioterapias. A escolha do tratamento depende, principalmente, do tipo e agressividade do tumor, da idade e condições clínicas da paciente.

Quando a doença é identificada nos estágios iniciais, as taxas de sobrevida aumentam. Não deixe de visitar o seu ginecologista. Conheça o seu corpo, cuide de você!


Foto: Freepik.com


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