OMS aprova inclusão da CoronaVac em lista de uso emergencial


A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta terça-feira (01), a aprovação da vacina CoronaVac contra a Covid-19, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, para uso emergencial. O imunizante é o sexto a receber essa aprovação pela OMS e é um dos três que estão sendo usados no Brasil.

A decisão abre caminho para que a vacina seja incluída no COVAX Facility, o programa global de fornecimento de vacinas principalmente para países pobres, que enfrentam grandes problemas de abastecimento. A Lista de Uso de Emergência (EUL) da OMS também permite que os países agilizem sua própria aprovação regulatória para importar e administrar vacinas contra a Covid-19.

“O mundo precisa desesperadamente de várias vacinas contra a Covid-19 para lidar com a enorme desigualdade de acesso em todo o mundo”, disse a Subdiretora-geral da OMS para Acesso a Produtos de Saúde, Dra. Mariângela Simão. “Pedimos aos fabricantes que participem do COVAX Facility, compartilhem seu know-how e dados e contribuam para trazer a pandemia sob controle.”

A EUL avalia a adequação de novos produtos de saúde durante emergências de saúde pública. O objetivo é disponibilizar medicamentos, vacinas e diagnósticos o mais rápido possível, respeitando critérios rigorosos de segurança, eficácia e qualidade.

Este processo envolve uma avaliação rigorosa dos dados de ensaios clínicos de fase II e fase III, além de dados adicionais sobre segurança, eficácia, qualidade e um plano de gerenciamento de risco com foco nas necessidades dos países de baixa e média renda. Os dados são revisados ​​por especialistas independentes e equipes da OMS.

No caso da vacina Coronovac, com base nos dados disponíveis, a OMS recomenda o imunizante para uso em adultos de 18 anos ou mais, em um esquema de duas doses com um espaçamento de duas a quatro semanas. Os resultados da eficácia mostraram que a vacina preveniu doenças sintomáticas em 51% dos vacinados e preveniu casos graves de Covid-19 e hospitalização em 100% da população estudada.

Poucos adultos mais velhos (com mais de 60 anos) foram incluídos em ensaios clínicos, portanto a eficácia não pode ser estimada neste grupo etário. No entanto, a OMS não está recomendando um limite máximo de idade para a vacina, pois os dados coletados durante o uso subsequente em vários países e os dados de imunogenicidade de suporte sugerem que a vacina provavelmente tem um efeito protetor em pessoas idosas. 

Por isso, em comunicado, a OMS recomenda que os países que usam a vacina em grupos de idade avançada realizem monitoramento de segurança e eficácia para verificar o impacto esperado e contribuir para tornar a recomendação mais robusta para todos os países.


📸 Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF


LEIA MAIS:
Anvisa autoriza uso emergencial de coquetel de anticorpos contra a Covid-19
Estudo da CoronaVac em Serrana indica queda de 95% das mortes por Covid-19 após vacinação em massa
Covid-19: vacinas Pfizer e AstraZeneca são eficazes contra variante indiana, indica estudo

Infohealth
Primeiro site de notícias de saúde do Brasil.

Faça um comentário

Deixe seu comentário

Artigos Relacionados

Redes Sociais

3,814FãsCurtir
603SeguidoresSeguir
56SeguidoresSeguir

Atualizações