SUS inclui novo medicamento para tratamento de atrofia muscular espinhal tipo 2


O Ministério da Saúde anunciou que o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um novo tratamento para pacientes com Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 2, disponibilizando o fármaco nusinersena (Spinraza). O medicamento já é ofertado pelo SUS para pacientes com o tipo 1 da doença, que é considerada a forma mais grave e comum.

A medida foi considerada após uma audiência pública, realizada em março, que ouviu a sociedade sobre a proposta. “Diante do alto volume de contribuições recebidas ao longo das análises realizadas pela comissão, bem como da comoção por parte da sociedade, a pasta realizou nova audiência pública, no mês seguinte, a fim de coletar mais subsídios para a decisão”, informa a pasta.

Em fevereiro, a demanda para incorporação do tratamento para portadores da doença com os tipos 2 e 3 foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), determinando a não incorporação. A Conitec avaliou que não havia evidências científicas suficientes para recomendação favorável, considerando o alto investimento que a incorporação para o tratamento da doença dos tipos 2 e 3 exigiria.

A doença

A AME é uma doença genética rara, progressiva, ainda sem cura, que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, fazendo com que a pessoa não consiga ou tenha dificuldades para movimentar os músculos de forma voluntária. Assim, o portador da doença fica incapaz de engolir alimentos e se movimentar, além de ocorrer problemas respiratórios.

A patologia possui quatro subtipos, distintos conforme a idade de início dos sintomas, são eles: tipo 1, severa ou doença de Werdnig-Hoffmann; tipo 2, intermediária ou crônica; tipo 3, branda, juvenil ou doença de Kugelberg-Welander; e tipo 4, a adulta. A incidência da doença é de um caso para cada seis a 11 mil nascidos vivos.


Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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