Entenda por que ainda é preciso usar máscaras depois da vacinação contra Covid-19


O SARS-CoV-2 é o vírus causador da Covid-19, doença que há mais de um ano atingiu o mundo inteiro. Esse vírus é altamente contagioso, e sua transmissão pode ocorrer por meio de gotículas ou aerossóis. Os aerossóis são partículas muito pequenas e leves, por isso são capazes de permanecer suspensas no ar por um longo período. Já as gotículas são partículas maiores, que não alcançam grandes distâncias por terem maior peso, mas ficam depositadas sobre superfícies. 

Considerando o alto contágio do vírus, desde o início da pandemia a Organização Mundial da Saúde (OMS) determinou o uso de máscaras de proteção facial como forma de conter a disseminação da Covid-19, evitar contágios e salvar vidas. Símbolo de proteção contra a Covid-19, a máscara, quando utilizada de forma adequada, é um importante escudo na luta contra o inimigo invisível, que protege tanto quem a usa quanto o próximo.

Essa peça fundamental, claro, deve estar aliada a outras ações para prevenir a contaminação e disseminação do vírus, como higienizar as mãos com água e sabão, utilizar álcool em gel 70º, manter o distanciamento social e evitar aglomerações, além de sair de casa somente quando necessário e evitar ambientes fechados e com pouca circulação de ar.

Usar a máscara ainda é fundamental até mesmo após a vacinação 

Mesmo após a imunização completa, todas as medidas de prevenção, sobretudo o uso de máscara de proteção, devem ser mantidas. Atualmente, o Brasil tem pouco mais de 11% de sua população imunizada com as duas doses das vacinas, isto é, uma parcela muito pequena de pessoas protegidas. Além do mais, vale ressaltar que uma pessoa imunizada ainda pode contrair a doença, mesmo que de forma leve, e transmitir o vírus para outras pessoas. 

O vírus ainda está circulando muito pelo país, e as taxas de contaminação e óbitos ainda são altas. Por isso, mesmo após a vacinação, não deixe de adotar todos os protocolos de proteção e prevenção contra a Covid-19. 

Já peguei Covid-19, ainda preciso usar máscara e tomar a vacina?

O uso de máscaras e medidas de proteção contra a Covid-19 ainda são necessários mesmo para quem já foi infectado pela doença, uma vez que há inúmeros casos de pessoas reinfectadas pelo SARS-CoV-2. O não uso de máscara por esses indivíduos pode contribuir para a transmissão do vírus, infectando outras pessoas.

A vacinação é fundamental, sendo a única forma para conter a pandemia de Covid-19, evitando novos casos e óbitos. Somente após a vacinação em massa será possível controlar o novo coronavírus, e, aos poucos, retomar às atividades normais. Desse modo, sim, mesmo após a infecção ou reinfecção pela Covid-19 é importante que todos sejam imunizados, para o bem da saúde individual e coletiva.

Tipos de máscaras

Máscaras de tecido: as máscaras de tecido são as máscaras caseiras, produzidas com três camadas de tecidos combinados, como algodão e poliéster. Segundo a OMS, as três camadas devem conter: 1) uma camada mais interna feita de material hidrofílico (algodão ou misturas de algodão); 2) uma camada mais externa feita de material hidrofóbico (polipropileno, poliéster ou misturas desses materiais), para limitar a contaminação externa por meio do nariz e a boca; 3) por fim, uma camada intermediária hidrofóbica feita de material sintético não tecido, como polipropileno ou algodão, para melhorar a filtração ou reter gotículas.

Máscaras cirúrgicas: as máscaras cirúrgicas são aquelas produzidas industrialmente, muito utilizadas por profissionais de saúde. Esses tipos de máscaras possuem um material que filtra partículas menores (aerossóis), diferente das máscaras de tecido, que filtram apenas partículas maiores. Além disso, elas possuem um clipe nasal, que permite um ajuste melhor ao rosto e aumenta a proteção.

PFF2 (Peça Facial Filtrante): as máscaras do tipo PFF2 são respiradores profissionais que possuem uma camada filtrante eficiente contra aerossóis e gotículas, garantindo maior proteção e vedação sobre o rosto. Esse tipo de respirador apresenta eficiência de filtragem de até 98% das partículas de aerossol. São as mais indicadas para usar em ambientes de riscos extremos de contaminação, como em hospitais, transportes coletivos (ônibus, trens, aviões, etc.) e demais locais onde há um grande número de circulação de pessoas e pouca ventilação.

Todas as máscaras PFF2 precisam atender a requisitos para obter o Certificado de Aprovação (CA) fornecido pelo Ministério do Trabalho (MTE), além do da certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Por isso, para evitar possíveis modelos falsificados, ao comprar uma máscara PFF2, certifique-se se ela apresenta o selo do Inmetro e a marcação do número do CA.

Diante do atual cenário, não deixe de usar máscaras. Proteja a sua vida, a vida de quem você ama e de todos a sua volta. Máscaras salvam vidas.


Foto: Sora Shimazaki/Pexels


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Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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