Pesquisa avalia resposta imune da vacina BCG à Covid-19


Um estudo com a vacina BCG está sendo realizado para avaliar se a vacina é capaz de reduzir a incidência da Covid-19 sintomática e grave em profissionais de saúde, além de avaliar o efeito da BCG sobre outras doenças respiratórias e alérgicas. 

Além disso, o estudo irá investigar se é possível prever quem permanece suscetível às variantes do novo coronavírus, mesmo depois de ter sido imunizado contra a Covid-19 ou já ter sido infectado pelo vírus. 

O estudo, liderado pelo Instituto de Pesquisa Infantil Murdoch (MCRI, na sigla em inglês), na Austrália, tem por objetivo explorar a resposta imune às vacinas contra a Covid-19 em profissionais de saúde brasileiros, a fim de encontrar biomarcadores que apontem se alguém estará protegido – ou permanece em risco de contrair a doença – se exposto a uma variante do vírus.

A pesquisa é um sub-estudo do BRACE, liderado pelo MCRI com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que pretende analisar se a vacina BCG, que protege contra a tuberculose, é capaz de contribuir na proteção contra a Covid-19. 

O estudo 

O estudo, segundo o MCRI, é o maior estudo realizado mundialmente sobre os efeitos indesejados da BCG, e envolve mais de 6,8 mil profissionais de saúde do Brasil, Austrália, Holanda, Espanha e Reino Unido.

No Brasil, 2,4 mil profissionais de saúde participantes do estudo estão sendo observados e testados para a Covid-19. “Este subconjunto de participantes oferece uma oportunidade única para entender os riscos e determinantes da suscetibilidade à reinfecção com variantes Sars-CoV-2, particularmente a variante P.1. Esta pesquisa é fundamental para projetar abordagens eficazes para ajudar a proteger as pessoas”, disse à Agência Fiocruz o médico infectologista e pesquisador da Fiocruz, Julio Croda, também pesquisador principal do estudo Brace no Brasil.

Segundo a Fiocruz, o acompanhamento dos participantes continua a cada três meses com questionários e coleta de sangue, bem como coleta contínua de dados por meio de chamadas telefônicas e do aplicativo personalizado para smartphones, alimentado pela WeGuide. 


Foto: Freepik


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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