Ministério da Saúde lança guia de incentivo à prática de atividade física para a população

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Praticar atividade física é uma medida que proporciona inúmeros benefícios à saúde física e mental, que vão desde a redução do risco de desenvolver doenças associadas ao excesso de peso até a diminuição de condições psiquiátricas. Por isso, para incentivar a população a seguir hábitos mais saudáveis e melhorar a qualidade de vida, o Ministério da Saúde lançou o primeiro Guia de Atividade Física para a População Brasileira.

O material foi produzido em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), e cerca de 70 pesquisadores da área da atividade física e saúde, assim como técnicos do ministério e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) participaram da elaboração. 

O guia foi divulgado nesta terça-feira, 29, em um evento de lançamento. O secretário da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Raphael Câmara, disse que a partir do guia, o Ministério busca implementar diretrizes do serviço de saúde e promover a intersetorialidade da atenção primária em nível municipal. “No contexto da pandemia, a atividade física ajuda a fortalecer a imunidade e nós estamos incentivando a população a se movimentar”, concluiu.

A representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Socorro Gross, lembrou que as Américas possuem a maior taxa de obesidade do mundo. A obesidade é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma séria epidemia de saúde pública global, ao todo, 62,5% dos adultos e 33,6% das crianças e adolescentes na região das Américas estão com sobrepeso ou obesidade. “Quatro em cada 10 pessoas não realizam uma atividade física que seja de benefício para a saúde”, afirmou Socorro Gross.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, dados de 2019 apontam que 44,8% da população não realiza o mínimo de atividade física recomendado pela OMS. A Opas e a OMS indicam que o ideal é realizar ao menos 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada a vigorosa por semana para todos os adultos, incluindo quem vive com doenças crônicas ou incapacidade, e uma média de 60 minutos por dia para crianças e adolescentes. A estimativa é de que a inatividade física seja responsável por 15% das internações no Sistema Único de Saúde (SUS).

A prática de qualquer atividade física combate o sedentarismo, melhora a disposição e o bom humor, controla a ansiedade e a depressão,  melhora a memória e exercita a saúde do cérebro, além de ativar a circulação sanguínea, melhorar a respiração e prevenir doenças como hipertensão arterial, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes tipo 2, osteoporose, obesidade e câncer. Estima-se que até 5 milhões de mortes por ano no mundo poderiam ser evitadas se a população global fosse mais ativa.

O Ministério da Saúde informou que vai distribuir 74 mil exemplares do guia para secretarias estaduais e municipais de saúde. Além disso, o documento será enviado para profissionais e usuários do Programa Academia da Saúde, Centros de Reabilitação com foco na atenção às pessoas com deficiência visual, ministérios e órgãos governamentais. O guia também será disponibilizado pela Pasta em formato digital em inglês e espanhol, em braile e em versão de áudio.


Foto: Freepik


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