Harmonização facial: o que você precisa saber

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Nos últimos anos, a “harmonização facial” se tornou um dos procedimentos estéticos mais realizados por celebridades e influenciadores digitais. Em uma era em que as redes sociais fazem cada vez mais parte da vida das pessoas, a busca pelo corpo e rosto perfeito se tornou algo almejado por muitos usuários.

Estes procedimentos são realizados por aqueles que desejam melhorar a aparência, equilibrando e realçando características de determinadas regiões da face, como o nariz, queixo ou região malar.

Mas, você sabe o que é de fato a “harmonização facial”? Apesar de o termo ser conhecido popularmente por este nome, se trata de uma série de procedimentos estéticos realizados no rosto. O primeiro-secretário da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e médico dermatologista, Geraldo Magela Magalhães, explica que na dermatologia o termo não é habitualmente utilizado por ter pouco significado prático.  

Ele esclarece que as abordagens são tomadas em função da queixa apresentada pelos pacientes, envolvendo a anamnese e o exame físico detalhados da face e de todo o corpo.  “A partir de um diagnóstico adequado, os dermatologistas trabalham com procedimentos terapêuticos clínicos, cosmiátricos e cirúrgicos que variam bastante de acordo com o problema apresentado pelos pacientes”. 

Aumento na realização de procedimentos estéticos faciais

Os últimos anos foram marcados por procedimentos estéticos na face. Os dados da Estatística Global 2019 realizado pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês) apontam que em 2019 os procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos tiveram aumento total de 7,4% em comparação com o ano de 2018, que foi de 5,6%. 

Os procedimentos no rosto e cabeça tiveram aumento de 13,5% em comparação com a redução de 14,7% do ano anterior. O Brasil realizou grande parte dos procedimentos cirúrgicos, 13,1% do total, e os procedimentos não cirúrgicos tiveram aumento de 28%. 

De acordo com o relatório da entidade, os cinco principais procedimentos não cirúrgicos mais realizados no mundo são: toxina botulínica, ácido hialurônico, remoção de pelos, redução de gordura não cirúrgica e fotorejuvenescimento. O uso de injetáveis não cirúrgicos teve aumento de 8,6%. Embora a toxina botulínica continue sendo a mais utilizada, o uso de ácido hialurônico também continua crescendo, com alta de 15,7% desde o ano de 2018. 

A toxina botulínica (Botox) está entre os tratamentos mais utilizados para quem deseja harmonizar o rosto, que visa suavizar rugas de expressão, mais comuns na região dos olhos e boca, relaxando a musculatura facial. Além disso, o ácido hialurônico, conhecido por preenchimento facial, é utilizado para correção de sulcos e depressões na pele.  De acordo com o primeiro-secretário da SBD, “recentemente novos produtos injetáveis e novas tecnologias foram desenvolvidas com diversas indicações no cuidado estético da face, e a dermatologia sempre esteve à frente dessas técnicas”.

Há riscos na realização de procedimentos estéticos no rosto?

O médico dermatologista ressalta que nenhum procedimento estético é isento de riscos e complicações, independente da complexidade. Por isso, os pacientes devem ser esclarecidos desses riscos, além de optarem sempre por buscar profissionais capacitados e preparados que possam contribuir com a redução desses riscos.

“Antes de qualquer tratamento, além de uma anamnese e de um exame clínico adequados, o paciente deve ser acompanhado e orientado para que ocorra sua plena recuperação. Desta forma reitero a importância do suporte de um médico capacitado e preparado”, destaca. 

Existe alguma contraindicação para esses tratamentos?

De acordo com Magalhães, somente a avaliação do médico responsável pelo paciente irá definir a indicação ou não de um procedimento estético. Essa avaliação é realizada por meio da anamnese e exame clínico do paciente, assim, o profissional poderá concluir se determinado procedimento poderá ser realizado ou não, e avaliar os riscos. 

“Isso tudo deve ser discutido com o paciente de modo claro e explicativo. O consentimento informado, livre e esclarecido é prerrogativa para a realização de qualquer procedimento médico”, diz. 

Qual o profissional mais adequado para fazer procedimentos estéticos na face?

A busca pelo rosto perfeito, para se encaixar em padrões de beleza, faz com que muitos pacientes procurem por profissionais que, muitas vezes, não são habilitados para realizar estes procedimentos. Com base na lei no 12.842, que dispõe sobre o exercício da Medicina, Magalhães aponta que a realização de procedimentos estéticos invasivos deve ser feita por médicos, com adequado preparo. 

“O dermatologista se forma após seis anos de medicina e três anos em treinamento prático na especialidade – residência médica ou programa equivalente – que inclui a realização de procedimentos médicos estéticos invasivos”. O primeiro-secretário da SBD conclui: “Por isso, sugiro que os pacientes se informem bem sobre quais os melhores procedimentos a serem realizados para solução de sua queixa e encontrem um profissional habilitado para acompanhá-lo”.


Foto: Freepik


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