Fiocruz: 24 estados e o DF indicam tendência de queda nos casos de SRAG

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Os números de casos e óbitos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) apresentam sinal de queda em 25 unidades federativas, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira, 21, pelo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). No  Acre e Amazonas, no entanto, a tendência é de aumento. 

Entre os estados, o Mato Grosso do Sul, Pará e Rio Grande do Sul apresentam sinal moderado de crescimento na tendência de curto prazo, com sinal de estabilidade na tendência de longo prazo nos dois primeiros e sinal moderado de queda na tendência de longo prazo no último, indica a Fiocruz.

Considerando as capitais, indicam crescimento das tendências de longo e curto prazo Macapá, Porto Alegre, Rio Branco, Rio de Janeiro e Vitória. Já em outras 15 capitais é identificado um sinal de queda na tendência de longo prazo. 

Registraram sinal de estabilização nas tendências de longo e curto prazo cinco capitais, são elas: Plano Piloto de Brasília e arredores, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Manaus.

Ainda assim, o boletim ressalta que todas as capitais se encontram em regiões cujo nível de transmissão é alto, muito alto ou extremamente alto.

“Embora os sinais de tendência de queda e estabilidade sejam positivos, indicando poucos estados atualmente com sinal de crescimento nas tendências de longo ou curto prazo, os valores semanais continuam elevados, como apresentado pelo indicador de transmissão comunitária. Todos os estados apresentam macrorregiões em nível alto ou superior, sendo que 12 deles e o Distrito Federal têm macrorregiões em nível extremamente elevado. Isso evidencia a necessidade de manutenção de medidas de mitigação da transmissão”, disse à Agência Fiocruz de Notícias o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes.

De acordo com o levantamento, entre as 27 capitais, seis integram macrorregiões de saúde em nível alto, sendo elas Belém, Boa Vista, Cuiabá, Palmas, São Luís e Vitória. Já Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Velho, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro e Salvador estão em um nível muito alto. Com um nível extremamente alto, estão Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Macapá, Porto Alegre, São Paulo e Teresina.

O boletim aponta que este cenário sugere possível manutenção do número de hospitalizações e óbitos em alto patamar, caso medidas preventivas não sejam adotadas.


Foto: Freepik


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