Dia do Pediatra: a importância desse profissional para a saúde das crianças

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O médico pediatra é o especialista que, além de tratar doenças, é responsável por acompanhar o crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes, um processo que passa por muitas fases, cada uma com suas peculiaridades, e merece muita atenção. Com muita dedicação e zelo, esse profissional acompanha desde o início a vida dos pequenos, sendo fundamental para que eles possam crescer cheios de vida.

Por isso, os pais devem manter a regularidade das consultas neste período da vida. As visitas ao especialista vão permitir identificar precocemente doenças que possam surgir no início ou ao longo da vida, além de garantir que a criança se desenvolva da melhor maneira possível.

A periodicidade de visitas ao pediatra varia de uma criança para outra. O especialista realiza uma avaliação que irá determinar as necessidades particulares para cada caso avaliado. No entanto, existe uma recomendação específica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) sobre o número de consultas para cada faixa etária da criança, são elas:

Idade da criançaQuantidade de consultas
5, 15 e 30 dias3
2 aos 6 meses1 vez por mês
A partir dos 7 meses1 vez a cada 2 meses
A partir dos 2 anos1 vez a cada 3 meses
A partir dos 6 anos1 vez por semestre
Dos 7 aos 18/19 anos1 vez por ano
Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)


De acordo com a SBP, quando o bebê já estiver em casa, as avaliações do pediatra serão direcionadas para o acompanhamento de ganho de peso, amamentação, presença de icterícia neonatal – que surge quando a pele, os olhos e as mucosas do corpo ficam -, coto umbilical, evacuações, testes do pezinho e da audição, além do acompanhamento do calendário de vacinação. 

Durante a infância, as defesas do organismo ainda são consideradas imaturas, com baixa produção de anticorpos e, por isso, as crianças estão mais sujeitas a contrair vírus e bactérias perigosas. Manter a vacinação em dia está entre os principais cuidados que os pais devem ter para prevenir doenças como meningite, tuberculose, sarampo e poliomielite, entre outras infecções que apresentam sérios riscos para a saúde das crianças.

Inúmeras patologias que acometem as crianças têm sintomas inespecíficos, por isso é tão necessário um olhar profissional para o diagnóstico e tratamento adequados. Além do mais, qualquer condição mais grave nessa fase da vida, quando não tratada corretamente, pode causar sérias consequências para o resto da vida.

Abaixo, separamos algumas das principais patologias da infância:

Catapora

A catapora, também chamada de varicela, é uma infecção viral altamente contagiosa que se manifesta por bolhas, pintas vermelhas e crostas acompanhadas por coceira pelo corpo todo. A patologia é causada pelo vírus Varicela-zoster, sendo mais comum em crianças menores de 10 anos, e considerada sem muita gravidade. Quando um indivíduo é exposto à doença, ele fica imune pelo resto da vida. 

Os principais sintomas da catapora são:

  • Febre, que pode chegar à 39,5ºC;
  • Aparecimento de manchas vermelhas e bolhas que coçam muito;
  • Aparecimento de feridas na pele, em decorrência à coceira intensa;
  • Mal-estar;
  • Cansaço;
  • Falta de apetite.

Geralmente, os sintomas da  doença persistem por uma a duas semanas.  O aparecimento de lesões são mais comuns no tronco. A principal complicação da catapora é a infecção secundária das lesões. O tratamento normalmente consiste no alívio dos sintomas. É possível prevenir a catapora por meio de vacina.

Bronquiolite aguda

A bronquiolite é uma infecção viral aguda que acomete os bronquíolos – estruturas do organismo são a continuidade dos brônquios, que distribuem o ar para dentro dos pulmões. Quando estas estruturas inflamam, aumentam a produção de muco que dificulta a passagem fluida do ar, causando dificuldade para respirar. Essa condição afeta, sobretudo, os bebês em fase de amamentação, menores de dois anos de idade.

Por se tratar de uma doença causada por vírus respiratórios, como o Vírus Sincicial Respiratório, adenovírus, vírus parainfluenza, vírus influenza, rinovírus, entre outros, os sintomas podem iniciais podem ser semelhantes ao de uma gripe comum, são eles:

  • Obstrução nasal;
  • Coriza clara;
  • Tosse;
  • Febre;
  • Recusa das mamadas e irritabilidade de intensidade variável.  

Após dois dias, no entanto, o quadro da doença evolui para tosse intensa, dificuldade para respirar, respiração rápida acompanhada de chiado no peito). A bronquiolite tem cura e, em geral, não é grave. Não há nenhum tratamento específico para a doença. Geralmente, nos casos sem gravidade, a patologia evolui para cura. 

Infecção na garganta

As dores de garganta são muito comuns na infância, podendo ser causada por uma infecção viral ou bacteriana. Normalmente ocorrem por contato com a saliva e outras secreções contaminadas, que afetam as estruturas da garganta, principalmente a faringe e as amígdalas, provocando dor, febre e indisposição.

Quando as infecções de garganta são causadas por vírus, geralmente, o tratamento consiste em apenas aliviar os sintomas com analgésicos, antitérmicos e, em alguns casos, anti-inflamatórios receitados por um pediatra.  Já a infecção bacteriana é um quadro mais delicado, que envolve o uso de antibióticos prescritos pelo especialista para o tratamento da doença.

Viroses

A virose engloba um conjunto de doenças causadas por diversos tipos de vírus de curta duração, que podem se instalar em áreas diferentes do organismo dos bebês e crianças. Por se tratar de diferentes tipos de vírus, os sintomas são diversos, mas a condição afeta principalmente o intestino ou no trato respiratório, causando sintomas como:

  • Diarreia, febre e vômito;
  • Dores muscular, de cabeça e na barriga;
  • Espirros, secreção nasal e tosse.

Na maioria dos casos, o tratamento consiste principalmente em repouso, uma vez que o organismo costuma eliminar o vírus espontaneamente, que desaparece em poucos dias. Porém, é fundamental consultar um pediatra para ter um diagnóstico preciso, visto que as viroses podem ser confundidas com outras patologias. 


Foto: Freepik


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