Alimentação durante a amamentação: saiba o que comer e o que evitar


A amamentação é um ato essencial para a saúde dos bebês. O leite materno ajuda no desenvolvimento das crianças e no sistema imunológico, além de evitar complicações como a desnutrição, visto que ele possui nutrientes, como carboidratos, proteínas, lipídios, vitaminas, minerais, enzimas e substâncias imunocompetentes, que suprem as necessidades nutricionais das crianças até os seis meses de idade.

Neste período, podem surgir muitas dúvidas da lactante a respeito de sua alimentação, sobre quais alimentos devem ser ingeridos ou evitados. Por isso, para celebrar a Semana Mundial do Aleitamento Materno, separamos algumas dicas sobre amamentação e alimentação saudável.

A mulher no período da amamentação requer maior quantidade de energia e proteínas, que deve ser obtida através da ingestão de alimentos saudáveis. Não há evidências de que determinados alimentos possuem a capacidade de aumentar ou diminuir a qualidade ou produção do leite, no entanto, o consumo de alimentos saudáveis podem trazer benefícios para a mãe e o bebê.

O que comer durante a amamentação?

Não é necessário que a lactante faça uma dieta especial, mas uma alimentação adequada vale para qualquer indivíduo que queira manter uma qualidade de vida. Por isso, durante a amamentação, os cuidados com a saúde também são importantes.

  • Consumir diariamente frutas e vegetais;
  • Consumir proteínas como frango e ovos;
  • Beber de três a quatro litros de água por dia, manter-se hidratada é fundamental;
  • Consumir peixes, principalmente salmão, visto que possuem grandes concentrações de Ômega 3;
  • Priorizar carboidratos integrais, que podem ser encontrados no arroz, macarrão, cereais e pão, para aumentar o consumo de fibras;
  • Consumir carne magra, uma vez que elas possuem grandes quantidades de ferro;
  • Consuma lácteos, como iogurte natural, leite desnatado ou semi-desnatado, queijo branco. Se o bebê tem sintomas que indicam intolerância à lactose, o consumo desses produtos deve ser evitado, dando preferência aos alimentos sem lactose;
  • Consumir grãos como granola, quinoa, aveia e chia;
  • Incluir gorduras boas na dieta, como o abacate, azeite de oliva e frutos secos.

O que pode ser prejudicial para a amamentação?

Alimentos que possam ser prejudiciais para a saúde devem ser evitados, como como alimentos gordurosos, frituras, embutidos, queijos amarelos, refrigerantes, sucos industrializados, bolos e biscoitos, visto que estes são alimentos processados e ultraprocessados e possuem grandes adições de sal, açúcar e gorduras. Além disso, não é recomendado fumar, consumir bebidas alcoólicas e se automedicar durante a amamentação.

Afinal, chocolate e cafeína fazem mal para o bebê?

De acordo com o manual Amamentação e uso de medicamentos e outras substâncias do Ministério da Saúde, a cafeína pode ser ingerida durante a amamentação, desde que o seu consumo seja moderado, tendo em vista que altas doses têm sido associadas à irritabilidade e insônia no bebê. O consumo excessivo de chocolate também deve ser evitado, pois pode causar irritabilidade ou aumento da peristalse intestinal no lactente. Segundo o documento, esses efeitos podem ser potencializados quando este alimento é ingerido com café ou teofilina.

Consumo de chá

O consumo de determinados tipos de chás pode não ser indicado ou seu consumo deve ser moderado durante a amamentação, uma vez que é possível passar para o leite materno e afetar negativamente o bebê, como causar diarreia, gases ou irritação no bebê. Entre alguns tipos não recomendados, estão: a erva-cidreira, funcho, confrei, orégano, salsa, hortelã-pimenta, ginseng, kava-kava ou anis-estrelado, por exemplo. 

Alguns chás, quando consumidos moderadamente, podem ser adequados para a amamentação, e ser benéficos tanto para a mãe quanto para o bebê, ajudando com a redução de dores de cabeça e abdominal, combatendo a ansiedade, insônia e flatulências, além de efeitos calmante. Entre alguns chás apropriados para consumo por lactantes, podemos citar os chás de tomilho, gengibre, camomila e melissa. No entanto, sempre que houver dúvidas ao consumir algum tipo de chá, o ideal é procurar a orientação de um profissional de saúde.


Foto: Freepik


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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