Covid-19: Chile começa aplicar terceira dose em idosos vacinados com CoronaVac

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Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral. Hoje serão vacinados os idosos com 82 anos.

O Chile iniciou, nesta quarta-feira (11), a administração da dose de reforço de vacina contra a Covid-19 para a população idosa, com mais de 86 anos, que completou antes de 31 de março o esquema vacinal de duas doses da vacina CoronaVac, produzida pela farmacêutica Sinovac. A dose de reforço que está sendo aplicada é do imunizante AstraZeneca/Oxford. 

O Chile já conta com mais de 67% de sua população completamente vacinada e 8% com a primeira dose, predominantemente imunizada com a CoronaVac, sendo um dos países com a campanha de vacinação contra o novo coronavírus mais adiantada do mundo.

As autoridades chilenas informaram, na semana passada, que estudos indicaram que uma dose de reforço era necessária para aumentar a imunidade. Em julho, um estudo da Universidade Católica do Chile e do Instituto Milênio de Imunologia e Imunoterapia, realizado com mais de 2 mil voluntários, revelou uma queda na produção de anticorpos e na imunidade celular seis meses após a aplicação das duas doses da CoronaVac. Um dos motivos que levou as autoridades do país sul-americano a iniciar a aplicação da dose de reforço. 

Porém, cabe ressaltar que a vacina continua apresentando proteção considerável, mesmo após o período de seis meses. Os pesquisadores do estudo ainda destacam que foram poucos os participantes que tiveram Covid-19 grave após estarem completamente imunizados, representando um percentual de menos de 3%.

Os especialistas, no entanto, ainda recomendaram que o Ministério da Saúde do Chile avaliasse a possibilidade de oferecer uma terceira dose, para garantir que o sistema imunológico continue “antenado” e evitar possíveis aumento de infecções pelo vírus.

Além disso, o surgimento de casos confirmados com a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia, acende alerta no governo chileno, visto que essa variante tem alto potencial de transmissão e é responsável por surtos de casos confirmados, mesmo em lugares com a vacinação bem encaminhada.

O Chile se junta aos Estados Unidos, à Alemanha, França e a Israel ao administrar as doses de reforço, apesar do apelo da Organização Mundial da Saúde (OMS) para esperar até que mais pessoas no mundo possam receber a primeira dose.

No Brasil

No mês passado, o Ministério da Saúde informou que irá iniciar um estudo para avaliar a eficácia da aplicação de uma terceira dose da CoronaVac. 

Na pesquisa, que será realizada em parceria com a Universidade de Oxford, será verificada a intercambialidade da Coronavac com outros imunizantes disponíveis para a população brasileira.

O estudo deve contar com 1,2 mil participantes voluntários, que precisam ser maiores de 18 anos e devem ter recebido duas doses da vacina há, pelo menos, seis meses. Os participantes serão divididos em quatro grupos: um receberá um reforço da própria CoronaVac, enquanto os outros tomarão os imunizantes da Pfizer, da AstraZeneca ou da Janssen.

A partir dos resultados, o Ministério da Saúde poderá decidir em implementar uma nova estratégia de vacinação, caso seja necessária, ainda no final deste ano.


Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil


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