Fumar pode reduzir resposta imune da vacina contra Covid-19, indica estudo

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Um estudo realizado por pesquisadores do Hospital de Utsunomiya e da Jichi Medical University, no Japão, sugere que fumar pode diminuir a resposta imunológica da vacina contra a Covid-19. O estudo, sem revisão por pares, foi publicado na revista médica medRxiv.

O estudo preliminar foi realizado com 378 profissionais de saúde – 255 mulheres, 123 homens -, com idades entre 32 e 54 anos, três meses após eles terem sido imunizados com a segunda dose da vacina da Pfizer. Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os níveis de anticorpos protetores dos participantes, usando amostras de sangue.

Como apresentado em estudos anteriores, os participantes mais velhos tinham níveis mais baixos de anticorpos. Depois de levar em conta a idade, os únicos fatores de risco detectados para níveis mais baixos de anticorpos foram o sexo masculino e o tabagismo. A diferença de sexo, no entanto, pode estar associada a incidência de um maior número de homens tabagistas, visto que a taxa de tabagismo era duas vezes mais alta nos homens do que nas mulheres, sendo de 61% e 31%, respectivamente. 

Além disso,  a pesquisa indica que o abandono do tabagismo é capaz de aumentar efetivamente os níveis de anticorpos, uma vez que foram significativamente mais baixos nos fumantes atuais do que nos ex-fumantes. As análises se concentraram em dados referentes à idade dos vacinados, histórico médico e estilo de vida.

Para esclarecer os efeitos do tabagismo, os pesquisadores realizaram análises adicionais. Porém, o índice que mede a exposição ao tabaco e o número de cigarros por dia não influenciaram os níveis de anticorpos. “Assim, fumar em si é um fator de risco para níveis de anticorpos mais baixos, ao invés do tempo de fumo ou do número de cigarros por dia”, apontam. 

Os cientistas reforçam que são necessárias mais pesquisas para confirmar as conclusões do estudo. “Para estabelecer uma abordagem mais personalizada para a vacinação envolvendo reforços anteriores, diferentes esquemas ou diferentes tipos de vacinas, são necessários mais estudos sobre as associações entre os níveis de anticorpos e os históricos médicos abrangentes dos indivíduos”, concluem.


Foto: Freepik


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