Doenças transmitidas por alimentos: causas, sintomas e como evitar


As doenças transmitidas por alimentos (DTA), também conhecidas por intoxicação alimentar, causam sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e inchaço abdominal decorrentes da ingestão de alimentos e/ou água contaminados. Existem mais de 250 infecções de origem alimentar no mundo, a maioria causada por bactérias e suas toxinas, vírus e parasitas, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos.

Consideradas uma grande preocupação de saúde pública global, a DTA, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), pode ser fatal, sobretudo em crianças menores de cinco anos, causando 420 mil mortes. No Brasil, segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), são notificados em média, a cada ano, 700 surtos de DTA, resultando em 13 mil doentes e 10 óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria das doenças transmitidas por alimentos entre os brasileiros são causadas por bactérias. Porém, também são notificados surtos de doenças transmitidas por alimentos causados por vírus (rotavírus e norovírus) e, em menor proporção, por substâncias químicas. Os principais causadores das doenças transmitidas por alimentos são:

  • Salmonella;
  • Escherichia coli;
  • Staphylococcus aureus;
  • Coliformes;
  • Bacillus cereus;
  • Rotavírus;
  • Norovírus.

Sintomas e riscos

Os sintomas de doenças transmitidas por alimentos podem variar, visto que a intoxicação pode ser causada por agentes distintos. Contudo, de modo geral, os sintomas mais comuns de DTA’s são;

  • Náuseas;
  • Vômitos;
  • Febre;
  • Cólicas estomacais;
  • Diarreia. 

Em alguns casos, os sintomas podem ser graves e até mesmo ser fatais. Entre as principais doenças transmitidas por alimentos, estão: a hepatite A, que causa afecções extra-intestinais em diferentes órgãos e sistemas, como no fígado; o botulismo, que é uma doença neuroparalítica grave, e afeta as terminações nervosas periféricas; e a toxoplasmose, que causa inflamação dos pulmões, do coração ou do fígado, além de causar má formação congênita.

As doenças causadas por alimentos contaminados podem acometer qualquer pessoa, porém, algumas pessoas são mais suscetíveis ao desenvolvimento dessa condição, como adultos mais velhos, crianças, mulheres grávidas, pessoas com doenças que comprometem o sistema imunológico, como diabetes, HIV, doença hepática, doença renal, transplante de órgãos e aqueles que recebem quimioterapia ou radioterapia.

Alimentos que podem estar contaminados

Alguns alimentos, segundo o CDC, estão mais associados a doenças de origem alimentar e intoxicações alimentares do que outros. Nesses alimentos, podem estar presentes germes nocivos que podem causar doenças se o alimento estiver contaminado.

Saiba quais são os principais alimentos que estão mais associados à intoxicação alimentar:

Frango, carne de porco e peru

Carnes e aves cruas e mal cozidas podem afetar a saúde, uma vez que a maioria das aves cruas contém as bactérias Campylobacter, Salmonella, Clostridium perfringens, dentre outras. Já a carne crua pode conter Salmonella, E. coli, Yersinia e outras bactérias.

Frutas e vegetais

Alguns vegetais e frutas podem conter germes como a Salmonella, E. coli e Listeria. Esses alimentos podem ser contaminados durante o transporte ou até mesmo por contaminação cruzada durante sua manipulação na cozinha.

Leite cru, queijos e outros derivados de leite não pasteurizado

O leite não pasteurizado  e outros alimentos derivados, que incluem queijos, sorvete e iogurte, podem causar sérias intoxicações alimentares. Isso porque o leite cru pode conter germes prejudiciais à saúde, incluindo Campylobacter, Cryptosporidium, E. coli, Listeria e Salmonella .

Ovos

A Salmonella pode estar em ovos. Por isso, dê sempre preferência a ovos pasteurizados e ovoprodutos ao preparar receitas que são feitas à base de ovos crus ou mal cozidos. 

Prevenção

Para evitar a intoxicação alimentar causada por alimentos contaminados, é necessário tomar algumas medidas. De acordo com o Ministério da Saúde, as recomendações devem ser aplicadas de modo geral, tanto para os alimentos comprados no comércio informal como nos serviços de alimentação inspecionados.

 A seguir, saiba quais cuidados podem reduzir os riscos:

  • Lave bem as mãos antes, durante e após a preparação dos alimentos; 
  • Cozinhe, asse ou frite bem carnes e ovos;
  • Opte por alimentos frescos com boa aparência e, antes do consumo, os mesmos devem ser lavados e desinfetados;
  • Os ovos devem ser lavados em água potável, um por vez, somente antes do uso – nunca antes de estocar;
  • Sempre lave e desinfete todas as superfícies, utensílios e equipamentos que serão usados na preparação de alimentos;
  • Reaqueça bem os alimentos que tenham sido congelados ou refrigerados antes de consumi-los;
  • Consuma leite pasteurizado, esterilizado (UHT) ou fervido. Não beba leite e seus derivados crus;
  • Mantenha os alimentos sempre tapados, fora do alcance de insetos, roedores e outros animais;
  • Evite se banhar em rios, lagos, mares e piscinas cuja água seja/esteja contaminada;
  • Beba água e/ou gelo apenas de procedência conhecida.

Foto: Freepik


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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