Fiocruz alerta para retomada do crescimento de casos de síndrome respiratória aguda grave

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O novo Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (26), alerta para uma possível retomada do crescimento no número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Os dados do boletim estimam que já ocorreram 1.615.659 casos de SRAG desde 2020, sendo o SARS-CoV- 2, vírus causador da Covid-19, responsável por 96,6% dos casos.

Nas últimas semanas, a Fiocruz indicou queda no número de casos de SRAG, no entanto, o recente boletim indicou que nove estados brasileiros apresentam, em uma análise a longo prazo de seis semanas, uma probabilidade de crescimento. São eles: Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. 

Dos nove estados, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe apresentam sinal forte de crescimento na tendência de longo prazo. Já Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo têm sinal moderado de crescimento na tendência de longo prazo.

Os dados ainda apontam que somente quatro estados têm sinal de queda: Alagoas, Goiás, Mato Grosso e Tocantins. No entanto, quando a análise é encurtada para três semanas, Alagoas e Tocantins apresentam probabilidade de crescimento no número de casos. 

A pesquisa demonstra que na Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Pará e Paraíba foi observado um indício de estabilidade na tendência de longo prazo, mas que passam a dar sinal moderado de crescimento em relação à tendência de curto prazo. 

Para o pesquisador e coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes: “Nos estados em que há sinal de crescimento apenas na tendência de curto prazo, deve-se interpretar como sinalização de possível interrupção de queda, com tendência de crescimento a ser reavaliada nas próximas semanas”. 

O pesquisador ainda diz que a situação requer cautela em relação a medidas de flexibilização das recomendações de distanciamento para redução da transmissão da Covid-19. “Enquanto a tendência de queda não tiver sido mantida por tempo suficiente para que o número de novos casos atinja valores significativamente baixos, bem como a necessidade de reavaliação das flexibilizações já implementadas nos estados com sinal de retomada do crescimento ou estabilização ainda em patamares elevados”.

Considerando as capitais, 11 das 27 apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo. São elas: Aracaju, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Teresina. Por outro lado, em cinco delas há sinal de queda na tendência de longo prazo, que são: Belo Horizonte, Boa Vista, Cuiabá, Goiânia e Palmas. 

O boletim mostra que todas as capitais estão em macrorregiões de saúde com nível alto ou superior. Das 27 capitais, 15 integram macrorregiões de saúde em nível alto, sendo Aracaju, Belém, Boa Vista, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Maceió, Manaus, Palmas, Porto Velho, Rio Branco, Salvador, São Luís e Vitória; cinco em nível muito alto: Florianópolis, Natal, Porto Alegre, Recife e Teresina; e sete em nível extremamente alto: Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Goiânia, Rio de Janeiro e São Paulo. 


Foto: Peter Ilicciev (CCS/Fiocruz)


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