Covid-19: Fiocruz aponta melhora nas taxas de ocupação de leitos de UTI em quase todo o país

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O novo Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) divulgado nesta quarta-feira (8) demonstra melhora nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em quase todo o país. De acordo com o boletim, a redução nas taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS persiste, com mais de 90% dos estados brasileiros e 85% das capitais estando fora da zona de alerta, com taxas abaixo de 60%. 

Para os pesquisadores da Fiocruz, esse dado é um reflexo da tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por Covid-19, demonstrando o impacto positivo das imunizações no país. “A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença. No entanto, o ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revela que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”.

Além disso, houve diminuição no número de óbitos a uma taxa diária de 1,3%, totalizando uma média de 680 óbitos ao dia. A média diária de casos está em 24,6 mil, com ritmo de redução de 1,9% ao dia.

Os pesquisadores ainda destacam a necessidade de interrupção de cadeias de transmissão por meio do avanço das campanhas de imunização. Esse objetivo, porém, só será alcançado com a ampliação da cobertura vacinal até novos grupos — como é o caso de adolescentes entre 12 e 17 anos — e da dose de reforço para idosos, portadores de doenças crônicas e imunossuprimidos.

“É preciso que seja concluído, o mais brevemente possível, o esquema vacinal de todos os adultos acima de 18 anos. A imunização de crianças e adolescentes (acima de 12 anos) também precisa ser iniciada e os gestores devem considerar em seu planejamento o estabelecido na Nota Técnica Nº 36/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS quanto à ordem de prioridades”, ressaltam. Segundo dados compilados pelo MonitoraCovid-19, considerando a população adulta, 85% foi imunizada com a primeira dose e 42% com o esquema de vacinação completo.

Os pesquisadores do Observatório alertam que é fundamental reforçar as medidas de proteção individual e coletiva para conter a transmissão do vírus, utilizando máscaras adequadas e limitando eventos e situações que provoquem aglomerações e maior exposição ao vírus. “Os efeitos da Covid-19 não se limitam somente aos graves e que demandam internações. É importante reduzir exposição, transmissão, infecções e casos até que a pandemia esteja sob controle, o que ainda não é o cenário atual”, alertam.

Ocupação de leitos de UTI em estados e capitais brasileiros

Roraima e Rio de Janeiro são os únicos dois estados com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS superiores a 60%. Goiás (52%) deixou a zona de alerta intermediário e Rondônia (47%), enquanto Pernambuco (43%) e Espírito Santo (48%), apesar de aumento nas taxas, tiveram também redução significativa no número de leitos disponíveis. Os seguintes números foram observados nas outras unidades: Acre (7%), Amazonas (34%), Pará (35%), Amapá (16%), Tocantins (41%), Maranhão (42%), Piauí (41%), Ceará (38%), Rio Grande do Norte (30%), Paraíba (20%), Alagoas (14%), Sergipe (20%), Bahia (30%), Minas Gerais (29%), São Paulo (33%), Paraná (57%), Santa Catarina (47%), Rio Grande do Sul (51%), Mato Grosso do Sul (34%), Mato Grosso (43%) e Distrito Federal (57%).

Vinte e duas capitais estão fora da zona de alerta. Em destaque, quedas no indicador foram registradas em Fortaleza (60% para 55%) e Belo Horizonte (61% para 56%), que deixaram a zona de alerta intermediário, e também em Curitiba (75% para 65%), Porto Alegre (66% para 61%) e Goiânia (69% para 65%). As cidades do Rio de Janeiro (94%) e de Boa Vista (82%) permanecem na zona de alerta crítico. 


Foto: Freepik


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