O que são linfomas?


Os linfomas são cânceres que afetam o sistema linfático, que é composto por órgãos, tecidos, vasos e linfonodos que desempenham papel fundamental no funcionamento do sistema imunológico. O linfoma ocorre quando as células de defesa do corpo (linfócitos) crescem de forma descontrolada, tornando-se cancerosas, podendo ficar restritas a um só linfonodo ou se espalhar por órgãos de todo o organismo. 

Os linfomas são divididos em dois tipos principais:

Linfoma de Hodgkin (LH): o linfoma de Hodgkin, considerado mais raro, é caracterizado por se espalhar de forma ordenada, isto é, de um grupo de linfonodos para outro grupo, por meio dos vasos linfáticos, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença atinge as células de defesa do corpo (linfócitos), mais frequentemente os linfócitos do tipo B, que se multiplicam desordenadamente e se disseminam. 

Este tipo de linfoma pode afetar qualquer pessoa, mas geralmente acomete adolescentes e adultos jovens na faixa etária de 15 a 29 anos, adultos entre 30 e 29 anos e idosos acima dos 75 anos. Os homens estão mais propensos a desenvolver o linfoma de Hodgkin quando comparados com as mulheres. 

Linfoma não-Hodgkin (LNH): o linfoma não Hodgkin (LNH), um tipo de câncer mais comum, tem origem nas células do sistema linfático e que se espalha de maneira não ordenada, segundo o Inca. Existem mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin, e eles geralmente se desenvolvem a partir dos linfócitos B e T. Esse tipo de linfoma pode afetar crianças, adolescentes e adultos. 

No entanto, de modo geral, ele torna-se mais comum à medida que as pessoas envelhecem. O Inca aponta que, razões ainda desconhecidas, o número de casos de linfoma não-Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos de idade. Além disso, entre os linfomas, o LNH é o tipo mais incidente na infância e entre os homens.

Para o linfoma de Hodgkin, o Inca estima para cada ano do triênio (2020/2022) 2.640 casos, sendo 1.590 em homens e 1.050 em mulheres. Já para o linfoma não-Hodgkin, a estimativa de casos é de 12.030, sendo 6.580 em homens e 5.450 em mulheres. 

Fatores de risco

Embora possa acometer qualquer pessoa, existem alguns fatores que possam aumentar os riscos de uma pessoa desenvolver a doença, como: idade, os linfomas costumam ser mais comuns em pessoas jovens ou idosos; histórico de linfoma na família; sexo, os linfomas são mais predominantes em homens; pessoas com doenças que enfraquecem o sistema imunológico, como o HIV, e que fazem uso de medicamentos imunossupressores; e exposição a determinados produtos químicos, como herbicidas e inseticidas.

Sintomas

Os linfomas podem surgir em qualquer parte do corpo, visto que as células de defesa estão espalhadas por todo o organismo. No entanto, a presença de linfonodos aumentados, que é um dos principais sintomas, costuma ser mais comum no pescoço, axila ou virilha, além de demais sintomas como febre e suor noturno. Outros sintomas podem estar associados, como:

  • Fadiga;
  • Perda de apetite;
  • Falta de ar e tosse;
  • Coceira e pele seca;
  • Caroço no pescoço;
  • Inchaço na virilha;
  • Nódulo no abdômen;
  • Desconforto e distensão abdominal;
  • Perda de peso sem causa aparente.

O paciente também pode ter aumento do baço e dormência ou formigamento na perna. 

Diagnóstico e tratamento

Para detectar a doença, é imprescindível procurar um médico ao perceber os sintomas. O profissional, além de realizar o exame clínico e a avaliação dos sintomas, ele irá solicitar exames que possam contribuir para um diagnóstico mais preciso, como exames de sangue, ressonância magnética, raio X e tomografia computadorizada. 

Além destes, também pode ser requerido um exame chamado PET scan, que ajuda a diagnosticar precocemente e com precisão a evolução do câncer, bem como uma biópsia da medula óssea.

O tratamento varia de acordo com o tipo, região afetada e estágio do câncer, além da idade e estado geral do paciente. Porém, geralmente são realizadas quimioterapias associadas à imunoterapia. Também pode ser necessária, em determinados casos, a radioterapia, um transplante de medula óssea e cirurgia. Cada procedimento deve ser avaliado e indicado por um médico especialista. 

Considerando o estágio em que a doença foi diagnosticada e se o paciente recebe o tratamento adequado, o linfoma tem cura. O diagnóstico e tratamento precoces são fundamentais para aumentar ainda mais as chances de cura.


Foto: Freepik


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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