OMS seleciona Fiocruz para produzir vacina de mRNA contra Covid-19

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para desenvolver e produzir vacinas com tecnologia de RNA mensageiro na América Latina. Segundo a Fiocruz, a escolha do Bio-Manguinhos/Fiocruz ocorreu devido aos promissores avanços no desenvolvimento tecnológico de uma vacina de mRNA contra a Covid-19, atualmente em estágio pré-clínico.

A seleção é resultado de uma convocatória mundial promovida pela OMS em abril de 2021, cujo objetivo é aumentar a capacidade de produção de imunizantes e ampliar o acesso às vacinas contra a Covid-19 nas Américas. De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, participaram cerca de 30 empresas e instituições científicas latino-americanas. 

O Bio-Manguinhos/Fiocruz, segundo a OMS, foi selecionado por conta de sua trajetória na produção de vacinas e dos avanços apresentados para o desenvolvimento de uma vacina inovadora de mRNA contra a Covid-19. A Fiocruz explica que a vacina candidata é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo, e expressa não somente a proteína Spike, mas também a proteína N, para melhor resposta imunológica.

A tecnologia permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, visto que demanda menos necessidades produtivas, possibilitando a ampliação ao seu acesso. Atualmente, a nova candidata da Fiocruz está em fase de estudo pré-clínico.

“Esta será uma tecnologia que vem se somar à plataforma de adenovírus, utilizada na vacina Fiocruz/AstraZeneca para a Covid-19. O desenvolvimento de uma vacina da Fiocruz de mRNA é um passo fundamental para que o Brasil detenha o domínio tecnológico de duas plataformas fundamentais para o avanço no desenvolvimento de imunobiológicos. Com esse projeto e o apoio da OMS, estamos reafirmando nosso compromisso com a ciência e a tecnologia a serviço da população”, disse em nota a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima. 

Ela ainda aponta que é cedo para falar de datas e cronograma, mas que o apoio da OMS será decisivo para que o desenvolvimento da vacina ocorra de maneira mais breve possível e dentro dos protocolos de segurança e qualidade mundiais. 

Além do Brasil, a Argentina também foi selecionada como centro para desenvolver e fabricar os princípios ativos da vacina na América Latina, com a Sinergium Biotech, empresa biofarmacêutica privada. 

A Opas informou que a distribuição das vacinas será realizada a todos os países da região por meio do Fundo Rotatório da Opas.


Foto: André Az (CCS/Fiocruz)


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