Ministério da Saúde suspende intervalo entre vacinas da gripe e da Covid-19

0
92

O Ministério da Saúde anunciou que as vacinas contra a Covid-19 e a Influenza (gripe) poderão ser realizadas de forma simultânea. Isto é, a nova recomendação da pasta autoriza que as vacinas da Covid-19 e da gripe possam ser aplicadas no mesmo dia, sem a necessidade de haver o intervalo mínimo de 14 dias entre as imunizações, como recomendado anteriormente. 

A nova recomendação foi publicada em nota técnica nesta quarta-feira (29), e a eliminação do intervalo dos dois imunizantes foi recomendada na última sexta-feira (24) pela Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (CTAI-Covid).

Anteriormente, segundo o documento, a aplicação de imunizantes diferentes com o intervalo de 14 dias era orientado visando a necessidade de um “monitoramento mais aprofundado do perfil de segurança das vacinas Covid-19 com o início do seu uso em larga escala na população bem como na ausência de estudos específicos”. 

No entanto, com o avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil e milhões de pessoas vacinadas em todo o mundo, a pasta informa que “já foi possível acumular um grande volume de dados de segurança destas vacinas em cenário de vida real”.

O objetivo é  ampliar as coberturas vacinais das duas campanhas de vacinação, além de minimizar as oportunidades perdidas, uma vez que o intervalo mínimo entre as vacinas pode gerar dificuldades operacionais com a necessidade de várias idas aos postos de saúde.

“Considerando a ampla experiência prévia com a administração simultânea de múltiplas vacinas de diferentes plataformas (…) o Ministério da Saúde opta por, neste momento, atualizar as recomendações referentes a coadministração das vacinas Covid-19 com as demais vacinas em uso no país para não mais exigir o intervalo mínimo entre as vacinas covid-19 e as demais vacinas em uso no país”, aponta a pasta no documento.

Além disso, a nota técnica também aponta que a recomendação se estende à administração de imunoglobulinas e/ou anticorpos monoclonais, bem como soros heterólogos, à exceção de pacientes que tiveram Covid-19 e utilizaram como parte de seu tratamento anticorpos monoclonais específicos contra o novo coronavírus, plasma convalescente ou imunoglobulina específica contra o vírus. A pasta orienta que estes pacientes devem, preferencialmente, aguardar um intervalo de 90 dias para receber uma dose da vacina contra a Covid-19. 

Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, a nova medida visa incentivar o cidadão brasileiro a se proteger contra as doenças e ressaltou que a adesão às duas campanhas é importante para a população de todo o país. “A orientação é para todas as faixas etárias. A gente observa que, por conta da pandemia, há um comportamento diferente do que se via praticando ao longo dos anos. Um ou outro imunizante acabou tendo, pontualmente, uma redução na cobertura vacinal. Mas o incentivo do Ministério é que todos procurem os postos de saúde para que continuem a imunização das campanhas regulares”, ressaltou.

A recomendação, de acordo com o documento, é que cada vacina deve ser aplicada em um grupo muscular diferente. Porém, quando não for necessário, a administração de mais de uma vacina poderá ser realizada em um mesmo grupo muscular, respeitando a distância de 2,5 cm entre uma vacina e outra, para permitir diferenciar eventuais eventos adversos locais.


Foto: Freepik


LEIA MAIS
Cientistas desenvolvem vacina em adesivo que promete ser mais eficaz que a injetável
Vacina da Gripe: esclarecendo 6 dúvidas frequentes

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here