Número de casos de infarto cresce entre jovens adultos

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As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortes em todo o mundo, representando 31% de todas as mortes em nível global. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 17,9 milhões de pessoas morreram por doenças cardiovasculares em 2016. Destes óbitos, estima-se que 85% ocorrem devido a ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde,  cerca de 300 mil pessoas sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) anualmente, com ocorrência de óbito em 30% desses casos. Entre as pessoas jovens, cujas muitas não se preocupam com a saúde do coração, os índices seguem crescendo, com um aumento de aproximadamente 59% nas internações de pessoas de até 39 anos por infarto e de 9% nas mortes, entre 2010 e 2019. Um estudo realizado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, revelou que cresceu o número de pessoas abaixo dos 40 anos de idade que sofreram infarto, com um aumento de 2% ao ano, no período de dez anos.

Os principais fatores de risco para essa condição cardíaca são o tabagismo e o excesso de colesterol ruim (LDL), que podem acumular e levar à formação de placas de gordura nas paredes das artérias, além de histórico familiar, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes. Para os diabéticos os riscos são aumentados, havendo de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto.

Segundo dados da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), a obesidade entre os brasileiros aumentou em 72% nos últimos treze anos, passando de 11,8% no ano de 2006 para 20,3% em 2019. Nas 27 capitais brasileiras, em 2019, a Vigitel aponta que o índice de excesso de peso entre a população foi de 55,4%, sendo consideravelmente maior entre os homens (57,1%) do que entre as mulheres (53,9%).

Já em relação ao tabagismo, um dos maiores causadores do problema, a pesquisa mostra que 9,8% dos adultos brasileiros são fumantes, sendo maior no sexo masculino (12,3%) do que no feminino (7,7%). Porém, no total da população, a frequência de fumantes tendeu a ser menor entre os adultos jovens (antes dos 25 anos de idade) e entre os adultos com 65 anos e mais. 

Quais são os sintomas de infarto?

Os principais sintomas que indicam este evento cardíaco incluem:

  • Dor ou desconforto na região peitoral, que pode irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, em casos excepcionais, o braço direito. Esse desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de sensação de peso ou aperto sobre o tórax;
  • Dormência ou formigamento no braço esquerdo;
  • Suor frio;
  • Palidez;
  • Fraqueza;
  • Falta de ar;
  • Palpitações;
  • Tosse seca;
  • Tontura;
  • Náuseas, indigestão ou dor abdominal.

Os sintomas geralmente aumentam após a realização de esforço físico, em situações de estresse ou após as refeições. Os sintomas podem variar de acordo com o sexo e idade do paciente. As mulheres tendem a apresentar sintomas atípicos do que os homens. Os idosos estão mais propensos a apresentar um infarto silencioso. Ao apresentar quaisquer sintomas que indicam infarto, é fundamental procurar com urgência atendimento médico.

Como prevenir?

O melhor caminho para evitar o infarto é adotar um estilo de vida saudável, bem como visitar regularmente um médico cardiologista. Algumas medidas incluem:

  • Praticar atividade física regularmente;
  • Ter uma alimentaçao saudável e balanceada, rica em frutas, legumes, vegetais e carnes brancas e magras;
  • Evitar o consumo excessivo de alimentos industrializados, que possuem muita sal, açúcar e gorduras;
  • Não fumar;
  • Diminuir o consumo de bebidas alcoólicas;

Além disso, prevenir doenças que podem ser um fator de risco para o infarto, como a aterosclerose, diabetes e obesidade, é fundamental. Não esqueça de visitar, sempre que possível, seu médico. 


Foto: Freepik


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