Saiba as diferenças e os alimentos que podem causar alergia e intolerância alimentar


Náuseas, cólicas abdominais, gases e até dor de cabeça. Já se sentiu assim após alguma refeição? A ingestão de alguns alimentos pode provocar esses sintomas quando um alimento não caiu bem. Em muitos casos, pode se tratar de uma intolerância alimentar ou alergia alimentar.

“A principal diferença entre as duas é o tipo de resposta do organismo. Isso pode ser notado pela velocidade com que os sintomas aparecem – na alergia, sempre são mais rápidos. Outras diferenças são a frequência com que aparece e as faixas etárias predominantes: as intolerâncias são mais comuns entre adultos, e as alergias, entre crianças”, explica a nutricionista Luiza Ferracini. Veja mais algumas diferenças:

  • Intolerância alimentar: o alimento não é digerido como deveria e os sintomas normalmente são gastrointestinais.
  • Alergia alimentar: o alimento é visto como agressor pelo organismo e os sintomas são variados (como manchas na pele). As reações vão além do incômodo: em alguns casos, elas podem ser fatais.

Intolerância alimentar

Sofrer de uma intolerância alimentar significa que o organismo não pode digerir corretamente determinado alimento e que esse alimento irrita o sistema digestivo. As intolerâncias alimentares mais comuns costumam ocorrer aos seguintes alimentos:

  • Glúten
  • Lactose
  • Sacarose
  • Milho
  • Chocolate
  • Aditivos alimentares
  • Frutas cítricas
  • Peixe
  • Molusco
  • Queijo
  • Ovo
  • Nozes

“A intolerância a glúten, lactose, sacarose e milho são mais complicadas, porque estão presentes como ingrediente de diversos alimentos, então faz com que o paciente precise constantemente analisar rótulos”, explica a nutri Luiza.

Ainda que os problemas digestivos sejam bastante associados às crianças, são os adultos a faixa etária em que ela mais se apresenta – tanto em homens quanto em mulheres. De acordo com a nutri Luiza, estudos demonstram que o quadro de intolerância pode ser desenvolvido por qualquer pessoa sem histórico familiar e em qualquer fase da vida, mas a incidência aumenta conforme vamos envelhecendo: “Isso ocorre porque nossa digestão tende a ficar mais lenta e passamos a produzir menos quantidade das enzimas necessárias para a digestão dos alimentos”.

A intolerância muitas vezes se confunde com síndrome do intestino irritável ou alergia alimentar, e o diagnóstico é feito primeiramente pelo diário alimentar do paciente e confirmado com exames. Vale lembrar que apenas médicos podem realizar esse tipo de avaliação.

Alergias alimentares

No caso das alergias alimentares, o organismo interpreta que o alimento é um invasor. Isso desencadeia uma resposta desproporcional do sistema imunológico, que libera substâncias químicas para se proteger, provocando problemas para respirar, vômitos, aperto na garganta, dor de estômago, urticária e diminuição da pressão arterial, entre outros sintomas.

Enquanto na intolerância alimentar, uma pequena quantidade pode não provocar nenhum sintoma, na alergia alimentar, o simples fato de ingerir uma quantidade microscópica do alimento, ou até mesmo tocá-lo ou inalá-lo, pode provocar reações alérgicas graves. Os principais causadores de alergias são:

  • Peixe e frutos do mar
  • Amendoim
  • Oleaginosas como amêndoas, castanhas e avelãs
  • Ovo
  • Trigo
  • Soja

Tratamentos

Para tratar a intolerância alimentar, muitas vezes é necessária a exclusão. “Como não é um diagnóstico definitivo, algumas vezes, é possível reintroduzir o alimento na dieta após o fortalecimento da microbiota intestinal. Em alguns casos também, como o da lactose, existem enzimas que podem ser adquiridas prontas para diminuição dos sintomas. É muito importante um acompanhamento com nutricionista para entender qual tratamento é o mais indicado para cada pessoa, pois a exclusão de um alimento ou grupo de alimentos sem a devida substituição pode causar deficiências nutricionais”, explica a nutri.

No caso das alergias alimentares, a principal forma de lidar com elas é evitar cuidadosamente os ingredientes desencadeadores da alergia. Isso inclui averiguar os rótulos de produtos antes de seu consumo e redobrar a atenção a refeições preparadas por outras pessoas, como em restaurantes. Também é aconselhado carregar consigo uma identificação a quais alimentos é alérgico e a medicação para casos de crise.

É importante saber que não existem remédios naturais ou caseiros para a alergia alimentar. A automedicação também é extremamente perigosa e pode agravar o quadro clínico.

Se você apresenta algum dos sintomas, não espere para consultar com especialistas tanto para diagnosticar quanto para tratar intolerâncias e alergias alimentares.


Esse artigo foi publicado pelo Blog Bem Panvel.
Foto: Freepik


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