Síndrome de Burnout: mulheres são as mais afetadas


O mais recente relatório realizado pela McKinsey & Company em parceria com a Leanin.Org revelou que as mulheres estão cada vez mais sendo afetadas pela síndrome de Burnout. A dupla jornada entre trabalho e família, estudos, tarefas domésticas e demais responsabilidades cotidianas são alguns fatores que podem estar desencadeando transtornos psicológicos nessa população. 

O relatório Women in the Workplace 2021 entrevistou mais de 65 mil funcionários de 423 empresas dos Estados Unidos e do Canadá, e revelou que nos últimos cinco anos a representação feminina em âmbito profissional aumentou em todos os níveis. Os dados indicam que as mulheres ocupam quase 50% de todos os empregos de nível básico e cerca de um quarto dos cargos executivos – em ambos com pontos percentuais a mais do que em 2016.

Porém, apesar das conquistas, o relatório ainda aponta que o esgotamento profissional cresceu mais rapidamente entre as mulheres do que em homens durante a pandemia. O avanço profissional ainda possui inúmeros obstáculos para as mulheres, uma vez que, em muitos casos, elas se veem obrigadas a enfrentar microagressões diárias, como terem sua competência contestada, interrupções  em reuniões ou seu julgamento questionado.

Segundo o documento, no ano passado, um terço das mulheres dizia que considerava reduzir a carga horária profissional ou abandonar seu emprego. Nos primeiros meses da pandemia, o cenário mudou, 4 em cada 10 mulheres consideraram deixar sua empresa ou trocar de emprego.

Neste ano, 42% das mulheres relataram que tiveram frequentemente ou quase sempre esgotamento profissional, enquanto no ano passado esse percentual era de 32%. Em relação aos homens, essa taxa em 2020 foi de 28%, passando para 35% em 2021.

O levantamento ainda revela que quanto maior as exigências e responsabilidades de um cargo, as mulheres são mais propensas ao esgotamento. A pesquisa apontou que 50% das mulheres que ocupavam cargos de gerência manifestaram sintomas de Burnout de forma persistente, e quase 40% considerou abandonar suas carreiras ou reduzir suas cargas de trabalho.

Além disso, durante a pandemia, a pesquisa mostrou que mais da metade das mulheres em posição de liderança forneceram maior suporte emocional aos funcionários do que os homens. “Esse foco em apoiar funcionários e colegas é a liderança que as empresas tanto precisavam durante os últimos dois anos de pressão e tensão adicionais”, disse Jess Huang, sócia da McKinsey e co-líder da pesquisa.

A síndrome de Burnout

Incluída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11) como um fenômeno ocupacional, que entrará em vigor no próximo ano, a síndrome de Burnout é uma condição caracterizada por um colapso mental, emocional e físico, sempre relacionada ao meio profissional. O distúrbio ocorre, principalmente, entre os profissionais que lidam com responsabilidades e pressões constantes no ambiente de trabalho.

O Burnout pode desencadear uma série de sintomas psicológicos, como: exaustão extrema, sensação constante de negatividade, falta de ânimo, dificuldade de concentração, alterações de humor, isolamento social, sentimentos de incompetência, fracasso e insegurança e insônia. Além disso, os sintomas podem estar associados a condições clínicas, tais como: dores no corpo e na cabeça, pressão arterial alta, palpitações, tontura e perda de apetite.


Foto: Freepik


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Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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