Saiba quais são as principais vacinas aplicadas no Brasil

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Você sabia que a primeira vacina foi produzida há mais de 200 anos? O fato ocorreu em 14 de maio de 1796, quando o médico inglês Edward Jenner descobriu a vacina contra a varíola. Isso mostra que há séculos os imunizantes desempenham papel fundamental para proteger a humanidade, desde o nascimento até a velhice. 

As vacinas são substâncias compostas por agentes patogênicos, como vírus ou bactérias, que são capazes de induzir o organismo a uma resposta imune para uma série de infecções. Através do estímulo da produção de anticorpos, defesas naturais do corpo para combater microrganismos invasores, elas contribuem para deixar o sistema imunológico mais forte. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a imunização é uma forma simples, segura e eficaz de proteger a população contra doenças prejudiciais, antes de entrar em contato com elas. 

Para garantir eficácia e segurança, todos os imunizantes passam por ensaios clínicos de inúmeras fases, que devem ser aprovados pela agência reguladora de cada país antes de serem fornecidos à população. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável pela autorização.

Atualmente, contamos com uma gama enorme de vacinas que ajudam a combater e prevenir inúmeras doenças, como  poliomielite, tuberculose, tétano, sarampo, caxumba, gripe, hepatite A e B, HPV, Covid-19, entre outras. A OMS aponta que a imunização atualmente é responsável por prevenir cerca de 3 milhões de mortes todos os anos por doenças como difteria, tétano, coqueluche, influenza e sarampo. Por isso é tão essencial manter o cartão de vacinação sempre atualizado. 

Abaixo, com informações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), você confere algumas das principais vacinas aplicadas na infância até a vida adulta:

Gripe

Previne infecção pelo vírus Influenza, agente causador da gripe. A vacina é indicada para para toda a população, a partir de 6 meses de vida, principalmente aquelas de maior risco para infecções respiratórias, que podem ter complicações e a forma grave da doença, e idosos. No primeiro ano de vida, devem ser administradas duas doses, e após 1 ano de idade, deve ser tomada anualmente. 

Pentavalente

Previne difteria, tétano, coqueluche, meningite (por bactéria Haemophilus influenzae tipo b) e hepatite B. É indicada para crianças até 7 anos de idade. São aplicadas três doses, aos 2, 4 e 6 meses (penta), além de reforços aos 15 meses e 4 anos (DTP).

Hepatite A

A vacina contra a hepatite A é indicada para todas as pessoas a partir de 12 meses de vida. Entre os 15 meses e antes de completar 5 anos de idade, o esquema vacinal é de dose única, podendo ser aplicada por meio de Unidades de Saúde. Para adultos, é recomendado o esquema de duas doses com intervalo de seis meses. Após os 5 anos, a imunização pode ser realizada através de serviços privados de vacinação.

Hepatite B

O vírus da Hepatite B provoca alterações no fígado, que podem causar cirrose e câncer de fígado. O imunizante é direcionado para pessoas de todas as faixas etárias e faz parte da rotina de vacinação das crianças. Para prevenir hepatite crônica, deve ser aplicada nas primeiras horas de vida do bebê. Também é indicada para gestantes não vacinadas.

Tríplice bacteriana infantil – dTpa

Previne contra tétano, difteria e coqueluche. Indicada para crianças menores de 7 anos de idade. Crianças que já tiveram tétano, difteria, doença causada pelo Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e/ou coqueluche, ainda assim devem ser imunizadas, uma vez que estas doenças não conferem proteção permanente frente a novas infecções.

Tríplice viral

Protege contra sarampo, caxumba e rubéola. O imunizante é indicado para crianças, adolescentes e adultos. A partir de 12 meses de idade, são necessárias duas doses com intervalo de um mês entre as aplicações. 

BCG

A vacina previne contra a tuberculose, sobretudo as formas graves, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar – que se dissemina pelo corpo. De dose única, ela é indicada de rotina desde o nascimento até antes de a criança completar 5 anos de idade, além de pessoas de qualquer idade que convivem com portadores de hanseníase (lepra).

VIP/VOP

Protege contra a poliomielite, doença que pode levar à paralisia infantil. A vacina Vacina Inativada Poliomielite (VIP) deve ser aplicada três doses, aos 2, 4 e 6 meses de idade, e a Vacina Oral Poliomielite (VOP) no reforço e campanhas anuais de vacinação.

Pneumocócica – VPC10

Previne cerca de 70% das doenças graves, como pneumonia, meningite, otite, em crianças, causadas por dez sorotipos de pneumococos. A vacinação rotineira é recomendada para crianças a partir de 2 meses e menores de 6 anos de idade. As doses devem ser aplicadas aos 2 e 4 meses e um reforço aos 12 meses.

Meningocócica – ACWY

Previne contra meningites e infecções generalizadas causadas pela bactéria meningococo dos tipos A, C, W e Y. Para crianças a partir de 2 meses e adolescentes. O imunizante é recomendado para crianças a partir de 2 meses, adolescentes, além de adultos e idosos com condições que aumentem o risco para a doença meningocócica ou de acordo com a situação epidemiológica. Também é indicada para viajantes com destino às regiões de alto risco de exposição da doença. O imunizante possui proteção mais ampla do que a vacina meningocócica C.

Rotavírus humano

Previne contra doença diarreica causada por rotavírus. É indicada para bebês de 6 semanas a 8 meses completos. A primeira dose deve ser obrigatoriamente aplicada até os 3 meses e 15 dias, e a última dose até os 7 meses e 29 dias de idade.

HPV

A vacina previne contra infecções persistentes, câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma) causados principalmente pelo papilomavirus humano (HPV). Pelo Sistema Único de Saúde, a vacina é oferecida para eninas de 9 a 14 anos de idade, meninas de 15 anos que já tenham tomado uma dose e meninos de 11 a 14 anos. Após os 14 anos de idade, a vacina pode ser tomada em uma rede privada de vacinação. 

Dupla bacteriana do tipo adulto – dT

Previne o tétano e a difteria. Indicada para a proteção de indivíduos que não iniciaram ou não terminaram o esquema vacinal até os 7 anos de idade, bem como para as doses de reforço que devem ser realizadas a cada dez anos. O imunizante deve ser aplicado dez anos depois da pentavalente.

Tríplice bacteriana para adulto – dTpa

Previne contra tétano, difteria e coqueluche. Oferecida para gestantes, puérperas e profissionais de Saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Para pessoas que convivem com crianças menores de 2 anos, sobretudo com bebês com menos de 1 ano, incluindo familiares, babás e cuidadores. As doses de reforço devem ser realizadas em crianças a partir de 3 anos de idade, adolescentes e adultos.

Febre amarela

Previne a febre amarela. O imunizante, de dose única, é indicado a partir dos 9 meses de idade, com reforço aos 4 anos. Quando aplicada a partir dos 2 anos, a dose deve ser única. Em idosos, é recomendado consultar um médico antes.

Além disso, considerando o fato de que a febre amarela é uma doença endêmica no Brasil, alguns países só permitem a entrada de viajantes brasileiros que apresentem o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP) com registro da dose aplicada no mínimo 10 dias antes da viagem. 

Covid-19

Previne contra a Covid-19, doença causada pelo vírus SARS-CoV-2. Atualmente, no Brasil, os principais imunizantes aplicados contra a doença são:  Fiocruz/Oxford/AstraZeneca, CoronaVac/Instituto Butantan/Sinovac, Pfizer/BioNTech e Janssen/Johnson & Johnson. 

Cada imunizante possui uma recomendação específica. A Pfizer, até o momento, é a única vacina indicada para adolescentes a partir dos 12 anos no país. As demais, são indicadas para qualquer pessoa acima dos 18 anos de idade. O esquema vacinal geralmente é de duas doses, com exceção da Janssen que é de dose única. 

Para conferir outras vacinas, a Sociedade Brasileira de Imunizações disponibiliza uma lista completa. Acesse clicando aqui.


Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF


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