Psoríase: o que é, causas, tipos, sintomas e tratamento

0
49

A psoríase é uma doença de pele crônica, inflamatória e não contagiosa. A doença é caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Esses sintomas podem desaparecer e reaparecer periodicamente.

As principais causas para o aparecimento da psoríase, além do fator genético, estão relacionadas a fatores como: ambientais, traumas, psicológicos, obesidade, infecções, consumo de bebidas alcoólicas e tabaco, uso de determinados medicamentos e exposição ao frio. A psoríase é mais comum antes dos 30 anos de idade e após os 50 anos, mas pode surgir ainda na infância.

Tipos e sintomas

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), existem diferentes tipos da doença, que são conhecidas como:

Psoríase em placas ou vulgar: formam lesões secas, avermelhadas com escamas prateadas ou esbranquiçadas, que podem coçar e doer. São mais comuns nos joelhos, cotovelos, couro cabeludo, região lombar e cicatriz umbilical, mas podem atingir qualquer parte do corpo, inclusive genitais. 

Psoríase ungueal: caracterizada por crescimento anormal das unhas das mãos ou pés, fazendo com que a unha engrosse, escame, mude de cor e até se deforme. 

Psoríase do couro cabeludo: são lesões avermelhadas com escamas espessas branco-prateadas, principalmente após coçar. É semelhante à caspa.

Psoríase gutata: apresenta pequenas feridas, em forma de gota no tronco, nos braços, nas pernas e no couro cabeludo. As feridas são cobertas por uma fina escama, diferente das placas típicas da psoríase que são grossas. Acomete principalmente crianças e jovens antes dos 30 anos, podendo melhorar espontaneamente. Geralmente é ocorre por infecções bacterianas, como as de garganta. 

Psoríase invertida: apresenta manchas inflamadas e vermelhas, sem a descamação grosseira que existe nas lesões no resto do corpo, e afeta, na maioria dos casos, dobras e áreas úmidas, como axilas, virilhas e abaixo dos seios.

Psoríase pustulosa: podem ocorrer pústulas, que são pequenas bolhas que parecem conter pus, sobre a pele que fica intensamente avermelhada. Em geral, este tipo se desenvolve rápido. Pode acometer todas as partes do corpo ou áreas específicas, como mãos, pés ou dedos – chamada de psoríase palmoplantar. É uma forma grave da doença que pode trazer risco de morte se não for tratada de forma adequada.

Psoríase eritrodérmica: acomete todo o corpo com manchas vermelhas que podem coçar ou arder intensamente, levando a manifestações como febre e calafrios. Ela pode surgir em decorrência de queimaduras graves, tratamentos intempestivos (como uso ou retirada abrupta de corticosteroides), infecções ou por outro tipo de psoríase mal-controlada. Também é uma forma grave da psoríase e muitas vezes é preciso internação hospitalar para seu controle.

Psoríase artropática: este tipo afeta as articulações. Causa dores intensas nas articulações, mais comumente ao iniciar o movimento da articulação e tende a melhorar com o movimento contínuo. Pode causar rigidez progressiva e até deformidades permanentes. Afeta qualquer articulação do corpo, inclusive a coluna vertebral.

Os sintomas da doença podem variar de um paciente para outro, além de depender do tipo de gravidade da doença. Em casos de psoríase leve, segundo a SBD, pode haver apenas um desconforto por causa dos sintomas. Por outro lado, em casos mais graves, a doença pode ser dolorosa e provocar alterações que impactam significativamente na qualidade de vida e na autoestima do paciente acometido. Desse modo, a SBD recomenda que o ideal é procurar tratamento o quanto antes.

Diagnóstico e tratamento

Ao apresentar sintomas característicos da psoríase, é fundamental procurar um médico dermatologista. O diagnóstico precoce contribui para um tratamento mais efetivo, além de reduzir complicações que podem impactar na qualidade de vida do paciente. 

Por se tratar de uma condição crônica, é possível somente controlar a doença.  O tratamento, sempre realizado com orientação médica, visa amenizar a gravidade das lesões, mantendo a qualidade de vida do paciente. Em casos leves, podem ser prescritos por um médico medicamentos tópicos – cremes ou pomadas para o corpo – e/ou sistêmicos – comprimidos de uso oral ou injeções. 

A fototerapia, um tipo de tratamento que envolve a exposição da pele à luz ultravioleta, também é uma opção, mas que deve ser realizada sob supervisão médica e profissionais especializados. Além disso, em casos graves, pode ser indicado o tratamento biológico, que consiste em medicamentos injetáveis.

Controle da psoríase

Existem algumas medidas que podem ajudar a controlar a progressão da doença. A SBD aponta que um estilo de vida saudável contribui para a diminuição ou melhora da psoríase. No entanto, pacientes com histórico familiar devem ter cuidados redobrados a possíveis sintomas. Além disso, outros hábitos podem ser efetivos, como:

  • Manter a pele hidratada, evitando o ressecamento;
  • Realize o tratamento indicado pelo dermatologista corretamente;
  • Evite o consumo de álcool e fumo;
  • Exposição cautelosa ao sol – use sempre creme hidratante e terapêutico, seguindo a recomendação de um médico;
  • Evite situações desgastantes, que demandem estresse;
  • Não deixe de ter uma vida social por conta da doença – é fundamental manter-se emocionalmente bem.

E não esqueça de visitar regularmente um médico dermatologista.


Foto: Freepik


LEIA MAIS
Mais comum em crianças, dermatite atópica também afeta adultos; veja sintomas e formas de tratar
Três cuidados para manter a pele em dia sem o risco das receitas caseiras

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here