Pílula antiviral da Pfizer reduz em 89% o risco de Covid-19 grave

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A farmacêutica Pfizer comunicou nesta sexta-feira (5) que sua pílula antiviral experimental para tratamento da Covid-19 apresentou uma redução no risco de hospitalização e morte em pacientes de alto risco.

O estudo clínico indicou que o tratamento realizado com a pílula reduziu em 89% as chances da doença evoluir para sua forma grave em pacientes tratados dentro de três dias do início dos sintomas. Além disso, nenhuma morte foi relatada em pacientes que receberam o medicamento em comparação com 10 mortes em pacientes que receberam placebo.

O tratamento, co-administrado com outro antiviral da farmacêutica chamado ritonavir, terá o nome comercial de Paxlovid, e consiste na administração de três comprimidos duas vezes ao dia, por três dias.

Ensaio clínico

O estudo envolveu 1.219 pacientes adultos que tinham um diagnóstico de Covid-19 confirmado dentro de um período de cinco dias e possuíam ao menos um fator de risco aumentado para a forma grave da infecção, como obesidade ou idade avançada. Os participantes apresentavam sintomas leves a moderados da doença. Eles foram divididos em dois grupos: o grupo de tratamento, que recebeu o Paxlovid; e o grupo de controle, que recebeu o placebo por via oral a cada 12 horas, durante cinco dias.

Nos três primeiros dias de sintomas da doença, 0,8% dos pacientes que receberam o tratamento com Paxlovid precisaram ser hospitalizados nos 28 dias seguintes ao tratamento, e nenhuma morte foi registrada. Após o quinto dia de tratamento, a taxa de hospitalização foi de 1%.

O grupo controle, que foi tratado com placebo nos três primeiros dias de sintomas, apresentou índice de hospitalização de 7%, com sete mortes. No segundo cenário, a taxa passou para 6,7%, com 10 mortes.

Além disso, o estudo indicou que 19% dos pacientes que receberam o Paxlovid apresentaram eventos adversos em comparação com 21% que receberam o placebo. A farmacêutica não especificou quais foram os eventos adversos.

Autorização de uso emergencial

Considerando a eficácia apresentada nos resultados, a Pfizer informou que pretende enviar os dados dos testes provisórios à Food and Drug Administration (FDA) dos Estado Unidos, para autorização de uso emergencial.

“As notícias de hoje são uma verdadeira virada de jogo nos esforços globais para deter a devastação desta pandemia. Esses dados sugerem que nosso candidato a antiviral oral, se aprovado ou autorizado pelas autoridades regulatórias, tem o potencial de salvar a vida dos pacientes, reduzir a gravidade das infecções por Covid-19 e eliminar até nove em cada dez hospitalizações”, disse Albert Bourla, presidente e CEO da Pfizer, em comunicado à imprensa. 

“Dado o impacto global contínuo do Covid-19, continuamos focados na ciência e cumprindo nossa responsabilidade de ajudar os sistemas e instituições de saúde em todo o mundo, garantindo ao mesmo tempo um acesso igualitário e amplo às pessoas em todos os lugares”, ressaltou.


Foto: Freepik


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