Anvisa aprova novo tratamento para HIV em comprimido único


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta segunda-feira (29), um novo medicamento para o tratamento do HIV.  O novo medicamento consiste na combinação de duas diferentes substâncias,  a lamivudina e a dolutegravir sódico, em um único comprimido. 

A agência reguladora aponta que a aprovação representa um avanço no tratamento das pessoas portadoras do vírus que causa a Aids, visto que reúne em uma dose diária dois antirretrovirais que não estavam disponíveis em um só comprimido. “A possibilidade de doses únicas simplifica o tratamento e a adesão dos pacientes”, destaca o órgão em comunicado.

O tratamento com o novo medicamento poderá ser indicado como um regime completo para tratar a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana tipo 1 (HIV-1) em adultos e adolescentes acima de 12 anos, que estejam pesando pelo menos 40 quilos, sem histórico de tratamento antirretroviral prévio ou em substituição ao regime antirretroviral atual em pessoas com supressão virológica.

A bula do medicamento, aprovada pela Anvisa, indica que o fármaco reduz a quantidade de HIV no organismo, mantendo-a em um nível baixo. Além disso, promove aumento na contagem das células CD4, tipo de glóbulo branco do sangue que exerce papel importante na manutenção de um sistema imune (de defesa) saudável, ajudando a combater as infecções oportunistas associadas à doença.

Segundo a Anvisa, o registro foi concedido ao laboratório GlaxoSmithKline Brasil Ltda., que apresentou estudos de eficácia e segurança com dados que sustentam as indicações autorizadas.

Sobre o HIV

O vírus da imunodeficiência humana é transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de materiais perfurocortantes contaminados, como  agulhas, seringas e laminas, pela transfusão de sangue contaminado e de mãe para filho durante a gravidez, parto e amamentação.

De acordo com dados das estatísticas globais do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), aproximadamente 37,6 milhões  de pessoas estavam vivendo com HIV no mundo em 2020, sendo 35,9 milhões pessoas adultas e 1,7 milhões crianças de até 14 anos. Os dados ainda indicam que cerca de 6 milhões de pessoas não sabiam que estavam vivendo com HIV em 2020.

Aproximadamente 690 mil pessoas morreram de doenças associadas à Aids no ano passado, e a Unaids estima que 73% de todos os portadores do vírus tinham acesso ao tratamento.


Foto: Freepik


Bruna Faraco
Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), radialista e fotógrafa.

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