Pfizer afirma que três doses da vacina neutralizam variante ômicron

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As farmacêuticas Pfizer e BioNTech divulgaram, nesta quarta-feira (8), os resultados de um estudo laboratorial preliminar realizado com a vacina contra Covid-19 que demonstra que três doses do imunizante neutralizam a variante ômicron. Os dados indicam que uma terceira dose é capaz de aumentar os níveis de anticorpos neutralizantes em 25 vezes em comparação com duas doses contra a variante.

“Embora duas doses da vacina ainda possam oferecer proteção contra doenças graves causadas pela cepa ômicron, é claro a partir desses dados preliminares que a proteção é melhorada com uma terceira dose de nossa vacina”, informou em comunicado o presidente e CEO da Pfizer, Albert Bourla.

Para avaliar a eficácia do imunizante contra a variante ômicron, as farmacêuticas testaram um painel de soros imunes humanos obtidos do sangue de indivíduos que receberam duas ou três doses do imunizante Pfizer-BioNTech Covid-19, usando um teste de neutralização de pseudovírus. Os soros foram coletados de indivíduos três semanas após o recebimento da segunda dose ou um mês após o recebimento da terceira dose da vacina. 

Cada soro foi testado simultaneamente quanto ao seu nível de anticorpos neutralizantes contra a proteína de pico SARS-Cov-2 de tipo selvagem e a variante de pico ômicron. Os resultados indicaram que a terceira dose aumentou significativamente os níveis de anticorpos neutralizantes contra o pico da cepa ômicron em 25 vezes. 

De acordo com os dados preliminares, uma terceira dose fornece um nível semelhante de anticorpos neutralizantes para o ômicron, conforme observado após duas doses contra o tipo selvagem e outras variantes que surgiram antes do ômicron.

A neutralização contra a variante após três doses da vacina foi comparável à neutralização contra a cepa de tipo selvagem observada em soros de indivíduos que receberam duas doses, indicando que o nível médio geométrico de anticorpos neutralizantes contra a variante ômicron medido nas amostras, após três doses, foi de 154, em comparação com 398 contra a variante Delta, após três doses, e 155 contra a cepa ancestral, após duas doses.  

Segundo as farmacêuticas, serão coletados dados sobre a persistência de níveis neutralizantes ao longo do tempo após uma dose de reforço da vacina Pfizer-BioNTech contra a variante ômicron. 

Embora esses resultados sejam preliminares, as farmacêuticas apontam que irão continuar coletando mais dados de laboratório e verificar a eficácia do imunizante para avaliar e confirmar a proteção contra a variante ômicron e informar o caminho mais eficaz a seguir. 

“Continuamos a trabalhar em uma vacina adaptada que, acreditamos, ajudará a induzir um alto nível de proteção contra a doença COVID-19 induzida por Omicron, bem como uma proteção prolongada em comparação com a vacina atual”, ressaltou Ugur Sahin, CEO e cofundador da BioNTech.

As farmacêuticas informaram que estão planejando buscar aprovações junto aos órgãos regulatórios dos países onde a autorizações de uso de emergência ou equivalentes foram inicialmente concedidas.


Foto: Geovana Albuquerque/Agência Saúde DF


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