Exercício físico de intensidade leve pode reduzir risco de demência

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A demência afeta cerca de 55 milhões de pessoas em todo o mundo. A Organização Mundial da Saúde estima que esse número tende a aumentar para 78 milhões em 2030 e 139 milhões em 2050. Ainda não há uma cura conhecida para a demência, mas algumas mudanças comportamentais podem reduzir o risco.

Recentemente, um novo estudo publicado na revista  científica JAMA Open Network identificou uma associação entre a prática de exercícios físicos de intensidade leve em adultos mais velhos e um risco reduzido de demência. O estudo abre caminho para pesquisas futuras que visam determinar se o exercício físico de intensidade leve causa a redução do risco.

Demência é um termo geral para designar uma série de doenças e lesões que afetam o cérebro, sendo a doença de Alzheimer o tipo mais comum de demência. Qualquer pessoa pode desenvolver demência, mas essa condição geralmente afeta pessoas acima dos 65 anos de idade.

Não há uma cura conhecida para as doenças neurodegenerativas. O tratamento consiste em reduzir os sintomas e promover maior qualidade de vida ao paciente, além de mudanças no estilo de vida que possam reduzir o risco de desenvolvimento de demência.

A pesquisa

No estudo, os pesquisadores investigaram se havia associação entre a prática de exercícios físicos de baixa intensidade e a redução do risco de desenvolver demência em idosos. Para isso, participaram da pesquisa 62.286 pessoas que tinham 65 anos ou mais, não tinham um diagnóstico de demência e tinham registros médicos no banco de dados do Serviço Nacional de Seguro de Saúde da Coreia. As mulheres representaram 60,4% dos participantes e a média de idade foi de 73,2 anos.

Entre janeiro de 2009 e dezembro de 2012, os pesquisadores coletaram dados dos participantes, bem como realizaram o acompanhamento deles até o final de dezembro de 2013. A análise dos dados foi concluída de julho de 2020 a janeiro de 2021.

Os participantes registraram seu nível de atividade física no início do período de estudo por meio de um questionário de autorrelato. Os pesquisadores analisaram a frequência, intensidade e duração do exercício para determinar quanto gasto de energia era devido à atividade física. 

Após um período de acompanhamento médio de 42 meses, os pesquisadores observaram quantos participantes desenvolveram demência. De acordo com os autores, durante o período de acompanhamento, 6% dos participantes desenvolveram demência.

Os participantes foram divididos em quatro grupos: inativos, insuficientemente ativos, ativos e altamente ativos. Os pesquisadores descobriram que participantes insuficientemente ativos tinham um risco 10% reduzido de desenvolver demência em comparação com participantes inativos. Por outro lado, nos participantes ativos, o risco reduzido dobrou para 20%. Já os participantes altamente ativos tiveram um risco reduzido de 28%.

Os resultados permaneceram os mesmos, mesmo depois de levar em conta a idade, sexo e incidência de acidente vascular cerebral e outras comorbidades.

Os autores do estudo apontam que pesquisas adicionais com análises de acompanhamento mais longas e uma visão geral detalhada dos níveis de exercícios dos participantes podem ser necessárias. “A mensagem para levar para casa esta e outras pesquisas semelhantes é que é importante fazer exercícios para proteger o cérebro conforme você envelhece”, concluem.


Foto: Freepik


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