Fiocruz: estados apresentam alta nas taxas de ocupação de leitos de UTI Covid

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No atual cenário da pandemia causado pela variante Ômicron, estados brasileiros apresentam crescimento nas taxas de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19; é o que indicou a Nota Técnica divulgada nesta quinta-feira (3), pelo Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

De acordo com o documento, 13 estados apresentam aumento das taxas de ocupação e nove estão na zona de alerta crítico, ultrapassando taxas de 80%. Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 13 estão na zona de alerta crítico, nove estão na zona de alerta intermediário e oito estão fora da zona de alerta.

“O comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais parece apontar para a interiorização de casos de Covid-19 pela variante Ômicron. Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente”, apontam os pesquisadores da Fiocruz. 

Conforme divulgado na Nota Técnica, o cenário atual não é o mesmo registrado entre março e junho de 2021, considerada a fase mais crítica da pandemia e que mesmo com o acréscimo de leitos observados nas últimas semanas, a disponibilidade é bem menor. Além disso, o documento reforça que os níveis elevados de ocupação de leitos de UTI SRAG/Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) é preocupante, principalmente frente às baixas coberturas vacinais em diversas áreas do país, onde os recursos assistenciais são mais precários. 

Os pesquisadores alertam que uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço, e a população não vacinada, são mais suscetíveis a formas mais graves de infecção com a Ômicron. Eles ainda enfatizam que a elevadíssima transmissibilidade da variante pode incorrer em números expressivos de internações em leitos de UTI, mesmo com uma probabilidade mais baixa de ocorrência de casos graves.

Nesse contexto, a Fiocruz reforça como fundamental a necessidade de avançar com a vacinação, incluindo a exigência do passaporte vacinal, bem como as demais medidas de prevenção e contenção do vírus, como a obrigatoriedade do uso de máscaras em locais públicos, campanhas para orientar à população e o isolamento social voluntário ao apresentar sintomas, evitando a transmissão. 

Taxas nos estados e capitais

Os estados do Piauí (87%), Rio Grande do Norte (86%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (83%), Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%) e o Distrito Federal (97%) mantiveram-se na zona de alerta crítico, onde também entraram o Amazonas (80%) e Mato Grosso (86%). 

Na zona de alerta intermediário, permaneceram o Pará (74%), Amapá (69%), Tocantins (78%), Ceará (67%), Bahia (74%), Rio de Janeiro (62%), São Paulo (72%), Paraná (72%), e entraram o Alagoas (69%) e Santa Catarina (76%), que estavam fora na zona de alerta.  Fora da zona de alerta mantiveram-se o Acre (57%), Maranhão (59%), Paraíba (41%), Sergipe (37%), Minas Gerais (37%) e Rio Grande do Sul (54%), somando-se Rondônia (58%) e Roraima (52%), que estavam na zona de alerta intermediário. 

Entre as 25 capitais com taxas divulgadas, 13 estão na zona de alerta crítico: Manaus (80%), Macapá (82%), Teresina (83%), Fortaleza (80%), Natal (percentual estimado de 89%), Maceió (81%), Belo Horizonte (86%), Vitória (80%), Rio de Janeiro (95%), Campo Grande (109%), Cuiabá (92%), Goiânia (91%) e Brasília (97%). 

Nove estão na zona de alerta intermediário: Porto Velho (77%), Rio Branco (70%), Palmas (72%), São Luís (64%), Recife (77%, considerando somente leitos públicos municipais), Salvador (68%), São Paulo (75%), Curitiba (71%) e Florianópolis (68%). Boa Vista (52%), João Pessoa (58%) e Porto Alegre (55%) estão fora da zona de alerta. 


Foto: Freepik


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